Breves
Congresso da Frelimo começa a 26 na Matola

O 11.º Congresso da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) começa no próximo dia 26 e termina a 1 de Outubro, na cidade da Matola, na província de Maputo.

A Comissão Política da Frelimo deliberou por unanimidade apresentar a candidatura de Filipe Jacinto Nyusi ao cargo de presidente do partido. Também presidente da República de Moçambique, Nyusi lidera a Frelimo desde 2015.

A direcção do partido da independência fundamenta a sua proposta de candidatura, em comunicado citado pela agência AIM, «na necessidade de manter o partido forte, dinâmico, promotor da unidade nacional, da paz, do diálogo e das mudanças estruturais e institucionais, que impõem a continuidade na direcção da sociedade e do Estado moçambicano».

A Comissão Política da Frelimo destaca também que os resultados positivos que se registam no processo de recuperação da economia moçambicana e de busca da paz no país «têm como figura promotora o presidente Filipe Jacinto Nyusi, líder dedicado ao reforço da unidade nacional e à coesão no seio do partido».


Saint Louis protesta contra violência policial

Prosseguiram pelo quarto dia consecutivo, na segunda-feira, 18, na cidade de Saint Louis, no Missouri, nos Estados Unidos, os protestos contra a violência policial.

Os manifestantes passaram outra noite nas ruas da cidade e rejeitaram a absolvição de um ex-polícia branco que matou em 2011 um jovem afro-americano. De início pacíficos, os protestos tornaram-se violentos e várias pessoas foram presas, noticiou a Hispan TV.

As manifestações eclodiram após a absolvição de Jason Stockley, acusado há um ano do assassinato, em primeiro grau, de Anthony Lamar Smith. Na sentença, o juiz decidiu que a morte do jovem, atingido a tiro, se deveu à sua «conduta perigosa», ao tentar fugir da polícia.


Exército sírio cruza o Eufrates

No seu avanço contra as forças do autodenominado «Estado Islâmico», o Exército Árabe Sírio cruzou o rio Eufrates e chegou à periferia Norte da cidade de Deir Ezzor.

As unidades de engenharia possibilitaram a passagem de tropas de assalto e material e, uma vez criado um perímetro de segurança de três quilómetros de largura, passaram para a outra margem reforços de infantaria e material pesado.

Em poucas horas, as tropas governamentais expulsaram de várias aldeias os terroristas, forçando a fuga do inimigo em direcção à cidade de Al-Mayadin.

O exército sírio rompeu, na semana passada, o cerco que os terroristas mantinham há meses à base aérea de Deir Ezzor. As tropas governamentais reconquistaram, a 17, o povoado de Jafrah, a Noroeste do aeroporto.


Iraque não permitirá «um segundo Israel»

O vice-presidente do Iraque, Nouri al Maliki, declarou, a propósito do anunciado referendo sobre a independência no Curdistão iraquiano, que Bagdad não permitirá que se forme no Norte do país «um segundo Israel».

A convocatória de um referendo, no próximo dia 25, pelo governo da região autónoma do Curdistão iraquiano, foi criticada por vários países da região – do Iraque à Turquia, passando pelo Irão e a Síria, todos eles com comunidades curdas nos seus territórios – e pela Liga Árabe. Israel, ao contrário, apoiou o plebiscito.

«Há que cancelar ou adiar o referendo, já que é inconstitucional e não corresponde aos interesses do povo iraquiano em geral nem dos curdos em particular – não permitiremos a criação de um segundo Israel no Norte do Iraque», afirmou Maliki num encontro com o embaixador dos EUA no Iraque, Douglas Silliman.

Antes disso, a Casa Branca apelou aos dirigentes do Curdistão iraquiano para cancelar o referendo e dialogar com Bagdad. A mesma posição foi adoptada pela ONU.