• João Frazão
    Membro da Comissão Política do PCP

A tarefa prioritária imediata é ganhar votos para as listas da CDU
Agora, todos à rua!

Para um partido revolucionário como o PCP, todas as tarefas são consideradas na sua dinâmica concreta e em função do momento concreto em que se realizam, na relação dialéctica com as exigências gerais da nossa acção e do objectivo final da nossa luta.

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Neste momento, a tarefa prioritária que se coloca a cada comunista é o trabalho para ganhar votos nas listas da CDU para as eleições autárquicas do próximo dia 1 de Outubro. Os dias que faltam – 10 dias – devem, pois, ser usados por cada membro do Partido para, por um lado, assegurar o contacto com todos os que estão à sua volta, os amigos, os colegas de trabalho, os familiares, os vizinhos, os conhecidos.

A cada um é necessário lembrar as razões concretas do seu voto na CDU. Lembrar que foi a CDU e só a CDU que se bateu em defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado; que defendeu a reposição das freguesias roubadas ao povo; que assegurou a participação popular na definição e concretização da política autárquica; que protegeu o património natural e edificado; que valorizou a cultura e o associativismo; que se pôs sempre e sempre do lado dos trabalhadores das autarquias na defesa dos seus direitos. A cada um, uma razão concreta, e a todos o projecto da CDU.

Por outro lado, importa dar a cada um deles as ferramentas para que seja também um activista do apelo ao voto na CDU. É necessário que todos os que percebem a importância de um grande resultado da CDU se comportem como cabeças de lista, como candidatos de corpo inteiro, não contando que outros façam o trabalho que a eles cabe.

Esta rede de activistas, que estamos ainda a tempo de alargar, é, desde logo, essencial para valorizar o imenso património de obra realizada, ao serviço das populações, pelos eleitos da CDU, nas dezenas de concelhos e centenas de freguesias onde somos maioria, e o trabalho dos que, por todo o País, em situação de minoria, são a voz dos jovens, dos mais desfavorecidos, das populações esquecidas, para levar a cada cidadão a mensagem das propostas e do projecto autárquico de Trabalho, Honestidade e Competência.

Comunistas, activistas, agitadores

Activistas que hão-de ser a voz que desmente os canais televisivos que, inventando duelos entre PS e PSD ou, no limite, supostos independentes, apagam as candidaturas da CDU, seja onde apenas tem eleitos nas assembleias, seja onde disputamos o reforço dos lugares na vereação ou mesmo onde disputamos a vitória.

Activistas que, por estes dias, emprestem a sua energia, a sua dedicação, o seu empenhamento de sempre na luta por um Portugal soberano e desenvolvido, a esta tarefa, na certeza de que, se as muitas lutas que travam todos os dias são o esteio onde se amassa o reforço da influência social e política das forças que integram a CDU – o PCP, o PEV e a Associação Intervenção Democrática –, indispensável a um grande resultado da CDU, mais votos e mais mandatos na CDU representam mais força para as muitas lutas que se seguirão e, desde logo, para a defesa do rumo de devolução, defesa e conquista de rendimentos e direitos.

Todos à rua, até ao último minuto, para que nenhum voto na Coligação Democrática Unitária, PCP-PEV se perca, nas acções de propaganda, nas iniciativas de esclarecimento e debate, nos contactos de rua, levando a cabo uma grande, alegre e dinâmica campanha de massas, mas também no contacto individual, na conversa de café, na paragem do transporte.

Em cada membro do Partido um activista, em cada activista um agitador.

Todos à rua é, pois, a tarefa no tempo que falta até às eleições autárquicas, até porque o que escasseia em atenção na comunicação social e, particularmente, nas televisões, apostadas no silenciamento, na deturpação e na manipulação, sobra em confiança e à vontade para olhar olhos nos olhos todos os que nos interpelem, não apenas porque o voto que cada um confiou à CDU em anteriores eleições foi assumido como um contrato que foi completamente honrado no exercício dos cargos para que fomos eleitos, mas também porque o exercício do poder nesses cargos se fez sempre e apenas ao serviço dos trabalhadores e do povo e nunca em serviço de interesses pessoais ou particulares.

Todos à rua, porque a luta continua!

 



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