Job for the boys and girls em Coimbra

A Coligação PCP-PEV acusa o executivo da União de Freguesias de Coimbra de usar «dinheiro do erário público» para «favorecer os seus correligionários e familiares, arranjando os chamados “job for the boys and girl”».

«Além do presidente da Junta, João Francisco, da coligação “Mais Coimbra” (PSD/CDS/MPT/PPM), exercer o mandato em regime de tempo inteiro, o vogal Hélder Abreu, da mesma coligação, decidiu-se pelo regime de meio tempo, tal como o vogal Manuel Lobão, do Somos Coimbra», esclarece, em nota de imprensa, a CDU. Em Fevereiro deste ano, o executivo desta autarquia efectuou um contrato de avença com uma eleita na Assembleia de Freguesia pertencente à «Mais Coimbra».

Mas os casos não se ficam por aqui, denunciam os comunistas e ecologistas. Recentemente, foi contratada uma assistente social, que concorreu na Freguesia de Ceira pela lista «Mais Coimbra», assim como uma psicólogo, cunhada do presidente da Junta.

Também o genro do tesoureiro tem prestado serviços de informática à Junta de Freguesia.

Sucedeu-se, igualmente, a contratação do secretário-geral da comissão política distrital de Coimbra do PSD, que, para além de uma avença que a sua empresa aufere da Junta, recebe avultadas quantias em «serviços prestados», para além dos 100 euros que ganha por cada gravação que faz das sessões da Assembleia de Freguesia.

Mais recentemente, o executivo da União de Freguesias efectuou uma candidatura ao programa PARTIS 2019/2021 com a Fundação Calouste Gulbenkian. João Francisco, coordenador do projecto, vai auferir a quantia de 5 600 euros, assim como as já referidas psicóloga (5 276, 70 euros) e assistente social (5 276, 70 euros). O secretário-geral do PSD arrecada 4 575 euros.

 



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