Operação golpista imperialista contra a Venezuela não passará
Mãos fora da Venezuela Bolivariana!

APOIO O povo da Venezuela mantém o apoio ao presidente legítimo, Nicolás Maduro, face à tentativa golpista dirigida pelos Estados Unidos com o apoio de aliados e da oposição de direita venezuelana.

O primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, reafirmou, numa concentração popular no Estado de Cojedes, no domingo, 27, que os venezuelanos, em eleições livres, são os únicos autorizados a eleger o seu presidente da República. Ao reiterar a rejeição da auto-proclamação do deputado Juan Guaidó como «presidente interino», Cabello recordou que a Constituição da República Bolivariana não acolhe essa figura nem a de «governo de transição».

Durante uma manifestação organizada em Caracas pela oposição, no dia 23, Guaidó autoproclamou-se «presidente interino» e foi imediatamente reconhecido pelos EUA e por países da região, hostis às legítimas autoridades venezuelanas. Perante esta situação, de guerra económica e ameaça de intervenção militar, acompanhada de uma campanha mediática internacional para encobrir os verdadeiros objectivos do imperialismo, Diosdado Cabello exortou o povo venezuelano a defender a soberania do país e a continuidade da Revolução Bolivariana, sublinhando que a Venezuela vive um momento decisivo da luta pela soberania e independência.

Derrotas na ONU e OEA

No plano internacional, os EUA e a sua política agressiva contra a Venezuela, em busca de apoio para os seus intentos golpistas, sofreram derrotas seguidas, na Organização dos Estados Americanos (OEA) e nas Nações Unidas.

Na OEA, no dia 24, uma minoria de 16 países, longe dos 23 exigidos pelo regimento, subscreveu uma resolução reconhecendo o títere de Washington. A maioria dos 34 estados membros, contudo, defendeu a constitucionalidade e o diálogo.

No Conselho de Segurança da ONU, a 26, a proposta dos EUA visando consagrar a ingerência na Venezuela foi rejeitada e vários membros pediram respeito pela soberania venezuelana e apostaram no diálogo.

No Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, a Venezuela bolivariana recebeu um expressivo apoio de 57 países da América Latina, Europa, África e Ásia, que apoiam os esforços para preservar a paz e manter a legalidade democrática e subscreveram uma declaração conjunta solidária com a Venezuela bolivariana e o seu presidente, Nicolás Maduro.

Apego à Constituição

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, confirmou o compromisso da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) com a preservação da paz do povo venezuelano, face aos planos golpistas dirigidos pelos EUA contra a soberania do país. Um comunicado da FANB, datado de 24, manifesta lealdade absoluta, em unidade cívico-militar, ao comandante-chefe, Nicolás Maduro, eleito presidente da República para o período2019-2025, e não reconhece qualquer acto ilegal contrário à vontade dos venezuelanos.

«Desde há muito que vem a ser preparado um golpe de Estado contra o governo legitimamente constituído da República Bolivariana da Venezuela, por parte de sectores da ultradireita, patrocinado descaradamente por agentes imperiais», realça o texto.

Padrino, condenando a tentativa dos EUA de instaurar um governo paralelo, sem qualquer legitimidade, lembrou que está em curso «uma guerra híbrida sem precedentes contra a Venezuela, que inclui um bloqueio económico e financeiro, sabotagem, desinformação e falsas notícias, entre outras técnicas, para gerar ingovernabilidade e justificar uma intervenção militar» estrangeira.

Ampla aliança patriótica

O Secretário-geral do Partido Comunista da Venezuela (PCV), Oscar Figuera, afirmou que «está em desenvolvimento um golpe de Estado iniciado pelo imperialismo norte-americano, os governos lacaios da América Latina e a direita servil-apátrida venezuelana que, ao não reconhecer a condição de Nicolás Maduro Moros com presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, tentam instalar um governo títere no nosso país e gerar condições para um quadro de violência política e abrir caminho a uma guerra civil com a qual a reacção internacional justificaria uma intervenção directa».

O PCV decidiu «mobilizar todas as capacidades do partido, da Juventude Comunista e das frentes políticas de massas para impulsionar a mais ampla aliança patriótica, democrática e popular-revolucionária contra o golpe imperialista».

Os comunistas defendem um plano de mobilização de carácter amplo, que incorpore «o movimento operário-camponês, comunitário e popular, civis e militares, crentes e não-crentes unidos em defesa da pátria». E exigem «ao governo nacional, regional e municipal exercer a sua autoridade para neutralizar as máfias da especulação e da corrupção, que actuam impunemente, condição necessária para recuperar o poder aquisitivo do salário e o acesso a bens e serviços básicos».

CPPC e MDM solidários

A par do apoio de Estados e governos, a Venezuela bolivariana tem recebido, de todo o mundo, a solidariedade de intelectuais e artistas, partidos políticos, movimentos sociais, organizações internacionais como o Conselho Mundial da Paz, a Federação Sindical Mundial, a Federação Democrática Internacional de Mulheres e a Federação Mundial da Juventude Democrática.

Em Portugal, o CPPC e outras organizações convocaram acções de solidariedade com a Revolução Bolivariana e o povo venezuelano.

A CGTP-IN, o MDM entre outros estão solidários com os trabalhadores, ao mulheres e o povo venezuelano, com o presidente Nicolás Maduro e a Revolução Bolivariana.

PCP condena operação golpista

O PCP condena com veemência a nova operação golpista orquestrada e comandada pelos EUA contra a Venezuela e o povo venezuelano que, através da insólita «auto-proclamação» de um presidente fantoche, dito «presidente interino» – promovido por Trump e logo apoiado por Bolsonaro e outros –, afrontando a ordem constitucional deste país, procura colocar em causa o legítimo presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, eleito pelo voto popular.

Operação golpista que se insere na sistemática acção de desestabilização, tentativas de golpes de Estado, boicotes, terrorismo, especulação e açambarcamento, sanções, bloqueio económico, financeiro, político e diplomático, e mesmo a ameaça de intervenção militar por parte dos EUA – que estão na base dos problemas da economia da Venezuela e das dificuldades que o seu povo enfrenta.

Numa nota de imprensa datada de 24, o PCP considera da maior gravidade a posição do Governo português que, ao arrepio dos interesses próprios do nosso País e da comunidade portuguesa, optou por uma atitude de seguidismo da União Europeia e dos círculos mais reaccionários alinhados com a inaceitável operação de desestabilização e subversão contra a Venezuela.

O PCP sublinha que a defesa dos interesses nacionais e da comunidade portuguesa que vive na Venezuela exige da parte do Governo português a assunção de uma postura soberana que, no estrito respeito da Constituição da República Portuguesa e do Direito Internacional, se paute pelo respeito da soberania e independência da República Bolivariana da Venezuela e pela rejeição e não alinhamento com a escalada de ingerência e agressão contra este país dirigida pelos EUA e apoiada pela UE.




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