Por uma unidade de cuidados continuados no antigo Hospital de Lorvão

As recomendações propostas pelo PCP e pelo Partido Ecologista «Os Verdes» para que o Governo diligencie, ainda durante o ano em curso, no sentido da criação de uma unidade de Cuidados Continuados Integrados e de Reabilitação nas instalações do antigo Hospital Psiquiátrico de Lorvão, em Penacova, obtiveram a aprovação do Parlamento. Votaram favoravelmente os dois projectos de resolução, além dos seus autores, o BE (que também viu aprovado um diploma de natureza idêntica) e o PAN, optando PS, PSD e CDS pela abstenção.

A discussão das iniciativas legislativas foi acompanhada por uma petição com mais de sete mil assinaturas dinamizada pelo Movimento Mais Saúde para o Hospital do Lorvão. Como salientou na ocasião a deputada comunista Ana Mesquita, depois de saudar os peticionários presentes nas galerias, o Mosteiro é «parte incontornável da paisagem, do território, da história e da vida quotidiana da população». Ali funcionou até 2012 o Hospital psiquiátrico, cujo fecho alterou a vida da localidade, assistindo-se desde então a um progressivo processo de degradação das suas instalações.

Pela mão do anterior governo PSD/CDS foi mais um serviço público que encerrou, lamentou Ana Mesquita, que lembrou que em diversas ocasiões os deputados comunistas lá estiveram a ouvir a população, tendo constatado a firme vontade por esta manifestada de ter uma unidade de cuidados continuados e reabilitação nas instalações do antigo hospital. É que, como o PCP salienta no seu diploma, o «envelhecimento de uma parte significativa da população deve levar a que áreas como os cuidados continuados sejam consideradas «importantes ou prioritárias, condicionando também a necessidade da maior integração de cuidados primários com os hospitalares». Não admira, por isso, que em sete concelhos de três distritos circundantes tenham sido aprovadas moções nesse sentido, a comprovar como é sentida pela população e eleitos a falta de serviço público ao nível de cuidados continuados.

E sendo verdade que o edifício precisa de investimento, não é menos verdade que reúne «todas as condições para soluções polivalentes, com espaço para serviços de unidades continuados, cuidados paliativos, reabilitação, terapia ocupacional».

Serviços que tanta falta fazem, uma vez que, como assinalou Ana Mesquita, a «rede nacional de cuidados continuados integrados conta com um número residual de camas no SNS».




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