Há aumentos
de 19%
e salários mínimos
acima
de 800 euros
Com unidade e organização conquistadas melhorias salariais

RESULTADOS Na REN Atlântico, nos Horários do Funchal e Carros de São Gonçalo e na Thyssenkrupp Elevadores ficou bem demonstrado o valor da determinação dos trabalhadores na luta por melhores salários.

«A unidade dos trabalhadores e o facto de estarem organizados no seu sindicato levaram a REN Atlântico Terminal de GNL (gás natural liquefeito), em Sines, a responder positivamente às reivindicações, permitindo um acordo», assinalou a Fiequimetal/CGTP-IN, ao divulgar, no dia 2, sexta-feira, o desfecho positivo do processo reivindicativo iniciado em Maio e conduzido pelo SITE Sul.
Este mês, os salários passam a ser pagos com um aumento médio de 189,25 euros, variando conforme os escalões. Os trabalhadores que estão nos três escalões mais baixos terão um aumento de 213 euros, o que representa aumentos imediatos de 19%, 15,6% e 5,6%. Em Agosto do próximo ano, os dois escalões mais baixos terão um aumento de 127 e 178 euros, ou seja, em dois anos os salários destes trabalhadores vão subir 340 ou 391 euros por mês e a remuneração mínima na REN Atlântico passará de 1118 para 1510 euros.
Vão também ocorrer promoções nas categorias profissionais e ficou acordado que outras matérias serão negociadas no âmbito do Acordo de Empresa.
O sindicato entregou as reivindicações dos trabalhadores à administração daquela empresa do Grupo REN, mas para obter uma resposta e iniciar negociações «foi necessário emitir um pré-aviso de greve, que iria ter lugar hoje».
Após a primeira reunião com os representantes patronais, a 26 de Julho, o pré-aviso de greve foi retirado. O acordo foi alcançado numa segunda reunião, a 31 de Julho.

Nos Horários do Funchal e Carros de São Gonçalo (empresas do mesmo grupo, que operam na ilha da Madeira), foi estabelecido acordo para a valorização da remuneração dos trabalhadores, com o salário-base a passar para 824,66 euros e aumentos noutras rubricas, como o subsídio de refeição e as diuturnidades.
A aprovação dos trabalhadores, em plenário, teve lugar a 12 de Julho, ficando o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Madeira mandatado para fechar o acordo, na base das últimas propostas patronais. Com esta evolução, foi cancelado o pré-aviso de greve que o sindicato da Fectrans/CGTP-IN tinha emitido para o período de 25 a 30 de Julho.

 

Em 2019, com efeito a Janeiro, os salários-base de valor até 905 euros aumentam 60 euros na Thyssenkrupp Elevadores e o salário-base mínimo dos novos contratados será de 800 euros.
Estes valores resultam de um acordo assinado a 25 de Junho, para ser aplicado entre 2019 e 2022, como informou a Comissão Intersindical da Fiequimetal/CGTP-IN na empresa, num comunicado em que salientou a importância da forte participação dos trabalhadores nas lutas dos últimos anos.
Ficou garantido um aumento mínimo de 20 euros, para todos, durante estes quatro anos. Para os salários mais baixos, até 905 euros, há agora um aumento de 60 euros, para recuperar poder de compra. Aumentam também os valores do subsídio de alimentação e das diuturnidades.
O ordenado mínimo de 800 euros, garantido para os novos contratados, terá nestes quatro anos um aumento de 50,00 euros por ano. Assim, em Janeiro de 2022, o ordenado-base mínimo será de 1100 euros, para os trabalhadores contratados antes de 2009, e de 1000 euros para os contratados em 2010 e depois.
Foi criado um subsídio de função (salubridade e risco) para os técnicos de manutenção e reparação, cujo valor subirá de 10 até 25 euros. Nas RA dos Açores e da Madeira, passa a haver um subsídio de insularidade, com um valor inicial de 0,5% do salário-base, a subir até 2%.
A Comissão Intersindical refere que a direcção Europa-África da multinacional alemã exigiu uma cláusula de salvaguarda por acentuada queda dos lucros, mas considera que esta eventualidade é muito pouco provável.
Este acordo, «apesar de não resolver todos os problemas das matérias salariais, é um passo decisivo na melhoria da tabela salarial», depois de «uma política salarial desregulada nos últimos dez anos».

 



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