• Francisco Palma

As artes plásticas estão presentes na Festa desde 1977
Recordar a Bienal da Festa do Avante!

Recordar o que foi a Bienal da Festa do Avante! desde a sua primeira edição é, como escreveu Rogério Ribeiro num dos catálogos, a «força sem nostalgia que nos dá a memória no terreno da cultura», que ao «abrir exposições de artes plásticas de artistas contemporâneos, viver não apenas no chão da esperança, mas edificando-a dia a dia, sentindo nascer a sua verdade!»

Foi com este acreditar colectivo que, no Vale do Jamor em 1977, se realizou a primeira Exposição de Artes Plásticas da Festa do Avante!, período marcado por uma intensa actividade artística, onde ocorreram grandes manifestações artísticas, exposições, retrospectivas, colectivas e salões de arte por todo o País. Uma das principais inovações da primeira exposição na Festa do Avante!, que na sua segunda edição, em 1979, adquiriu um estatuto de Bienal, foi a de «colocar os milhares de pessoas que acorriam à Festa em confronto com obras de arte que para muitas lhes eram distantes ou mesmo quase desconhecidas por se encontrarem confinadas aos espaços, museus e galerias»1, e assim veio a acontecer a cada dois anos até à actualidade.

Como assinalou o crítico Rui Mário Gonçalves em 19802, «manifestações colectivas contribuem para o estabelecimento de novas relações entre arte e o público… nas populares festas do jornal Avante!, mostram-se obras de grande número de artistas, sendo salientadas, em 1977, as do pintor João Hogan, do escultor Jorge Vieira, do gravador Bartolomeu Cid e do ilustrador Rogério Ribeiro; em 1979, as do escultor Vasco da Conceição e as do pintor António Domingues».

Além das centenas de obras com que muitos artistas a nível nacional participam em cada Bienal, têm-se vindo a organizar desde então outras exposições individuais onde são realizadas homenagens e referências à obra de muitos artistas portugueses, como Cipriano Dourado (1981), Abel Manta e Carlos Botelho (1983), Gil Teixeira Lopes (1985), Álvaro Perdigão (1989), Jorge Pinheiro, Pedro Chorão, Sá Nogueira e Virgílio Domingos (1991), Rogério Amaral (1997), Jorge Vieira (1999), José Dias Coelho (2006), Bartolomeu Cid dos Santos e Luís Ralha (2009), Álvaro Cunhal (2013), José Araújo (2017) e José Santa-Bárbara (2019).

Paralelamente ou integrado nas Bienais, divulgaram-se também outros projectos, intervenções ou manifestações artísticas relevantes, como a Mostra de Arquitectura e Design (1993), A Festa Começa no Papel (2001), Ensaios em Torno do espaço: Sete Mulheres, Sete Esculturas em Ferro e Os Olhos do Gato de Goya (2009), exposição e intervenção Eva, de Margarida Botelho (2011), exposição A Arte e Revolução na Revolução de Outubro (2007), exposição e intervenções de Arte Urbana (2015), instalação e exposição Centenário Revolução de Outubro (2017), e foram convidados artistas a integrarem Bienais ou para exposições como a Associação de Antigos Alunos da FBAUL (2007) e artistas convidados (2015).

A Festa do Avante!, para além das Bienais, tem promovido também diversas exposições ou intervenções artísticas nos anos intercalares, Objectiva´84 (1984), Sequências, Confrontos, Rupturas da Arte Contemporânea (1996), Arte de Transformar e Mostra de Vídeo (2000), a mostra Comunica@to – arte e comunicação na política (2004), Rogério Ribeiro (2008), exposição Guernica e O Trabalho e os Trabalhadores (2012), exposição de convidados e documental Rupturas Anos 70 e Fotografia de Eduardo Gageiro (2014), exposição Gravura Hoje! e Cenas do Sec.XX, de Francisco da Silva Dias (2016), A Medalha Contemporânea, de João Duarte, a colectiva de Artes Plásticas e a exposição/ instalação de Serigrafia Galdéria (2018), salientando ainda as internacionais, como a Exposição Internacional de Gravura (1985), Objectiva´86 (1986), Exposição Internacional RDA e URSS (1989), Exposição Internacional de Artes Plásticas Que Viva Abril – 20 Anos (1994), a exposição Trabalho, de Sebastião Salgado (1996), e a exposição Óscar Niemeyer (1998).

1Manuel Augusto Araújo no Catálogo da XX Bienal de Artes Plásticas da Festa do Avante!, 2017.

2Rui Mário Gonçalves, «VII/1974-1980 (?) Acções Colectivas, Novas Relações Arte-Público», in Pintura e Escultura em Portugal – 1940-1980, ICLP, 1980, p. 123

intervenção Eva, de Margarida Botelho (2011), exposição A Arte e Revolução na Revolução de Outubro (2007), exposição e intervenções de Arte Urbana (2015), instalação e exposição Centenário Revolução de Outubro (2017), e foram convidados artistas a integrarem Bienais ou para exposições como a Associação de Antigos Alunos da FBAUL (2007) e artistas convidados (2015).

A Comissão de Artes Plásticas da Festa do Avante!, para além das Bienais, tem promovido também diversas exposições ou intervenções artísticas nos anos intercalares, Objectiva´84 (1984), Sequências, Confrontos, Rupturas da Arte Contemporânea (1996), Arte de Transformar e Mostra de Vídeo(2000), a mostra Comunica@to – arte e comunicação na política (2004), Rogério Ribeiro (2008), exposição Guernica e O Trabalho e os Trabalhadores (2012), exposição de convidados e documental Rupturas Anos 70 e Fotografia de Eduardo Gageiro (2014), exposição Gravura Hoje! e Cenas do Sec.XX, de Francisco da Silva Dias (2016), A Medalha Contemporânea, de João Duarte, a colectiva de Artes Plásticas e a exposição/ instalação de Serigrafia Galdéria (2018), salientando ainda as internacionais, como a Exposição Internacional de Gravura (1985), Objectiva´86 (1986), Exposição Internacional RDA e URSS (1989), Exposição Internacional de Artes Plásticas Que Viva Abril – 20 Anos (1994), a exposição Trabalho, de Sebastião Salgado (1996), e a exposição Óscar Niemeyer (1998).




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