EUA reforçam presença militar nos campos petrolíferos da Síria

Reforços de tropas e logísticos chegaram nos últimos dias às bases militares dos Estados Unidos nos campos petrolíferos nas províncias sírias de Hasakeh e Deir Ezzor, no Nordeste do país árabe.

Uma caravana formada por 75 veículos para transporte de blindados e equipamentos entrou em território sírio e dirigiu-se até às jazidas petrolíferas e de gás natural ocupadas por unidades militares norte-americanos, informou a SANA a partir de Damasco. A agência noticiosa síria pormenorizou que a coluna entrou ilegalmente através do cruzamento fronteiriço de Semalka com o Curdistão iraquiano e que o objectivo da mesma é reforçar os pontos em que se encontram as forças de Washington e da sua milícia denominada Forças Democráticas da Síria, nos campos petrolíferos de Remelan e Omar.

Em Outubro do ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o Pentágono retiraria as tropas mas que parte das mesmas permaneceria para ficar com o petróleo sírio. Na semana passada, Trump reafirmou numa entrevista à Fox News que a sua administração manterá a política de apoderar-se do petróleo sírio e insinuou que Washington não o devolverá aos seus legítimos proprietários.

A Síria e a Rússia denunciaram, entretanto, no dia 17, os planos dos EUA de criar novos focos de tensão no país árabe.

Washington empenha-se em manter e alimentar a tensão para justificar a presença das suas forças na Síria e continuar a saquear os seus recursos naturais durante o maior tempo possível, denuncia um comunicado dos organismos de coordenação sírio-russos.

A nota sublinha que «a retirada das tropas norte-americanas contribuiria indubitavelmente para reduzir as tensões na Síria e em toda a região». Além disso, alerta para as graves consequências das acções das forças de ocupação dos EUA quanto ao agravamento da já muito deteriorada situação na Síria.




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