Breves
Coimbra
Inaceitável encerramento no Hospital dos Covões

O Organismo de Direcção de Coimbra da Administração Pública Central do PCP «considera inadmissível o encerramento da enfermaria de Cardiologia do Hospital dos Covões e o seu Laboratório de Hemiodinâmica», não apenas porque foi «designado hospital de referência para a COVID-19», tendo-se inclusivamente revelado fundamental no combate ao surto epidémico, mas também porque é «mais um passo num longo processo de esvaziamento e a desvalorização das diversas valências médicas e cirúrgicas» daquela unidade com o objectivo de «forçar o processo de fusão e subdimensionamento das unidades que integram o Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra.

Por isso, o Partido insiste que é «imperioso revitalizar o Hospital dos Covões, travar imediatamente o desmantelamento de serviços e de reverter o processo de fusão do CHUC, processo que tem facilitado a instalação dos grupos privados de Saúde em relação inversamente proporcional à redução da capacidade de resposta do SNS».


Castelo Branco
Suspender a exploração de lítio na Argemela

O PCP está contra a atribuição, nos actuais moldes, dos direitos de concessão de exploração de lítio e estanho na Serra da Argemel. Em nota à imprensa, a Direcção da Organização Regional de Castelo Branco do PCP fundamenta a posição com o facto de não estarem garantidas a manutenção do equilíbrio ambiental e a defesa do interesse nacional no que à distribuição da riqueza criada diz respeito, por isso defende que no caso da mineração, o País deve aproveitar os seus recursos naturais de forma sustentável e reforçando a intervenção do sector empresarial do Estado para que os lucros não sejam depredados por privados.


Madeira
Situação social difícil

O PCP realizou, no centro da cidade do Funchal, uma Tribuna Pública sobre a situação económico-social na Região Autónoma da Madeira. Edgar Silva, Coordenador Regional do PCP, chamou a atenção para o agravamento da situação de milhares de famílias em resultado das consequências da pandemia, nomeadamente porque cada vez mais trabalhadores não recebem ou têm salários cortados.

Muitos destes problemas arrastam-se desde antes da crise sanitária em hotéis como a «Quinta do Lorde» ou em unidades hoteleiras do grupo «Quintas da Madeira», mas no actual contexto são já cerca de 50 mil os trabalhadores colocados em regime de lay-off. Trabalhadores dos mais variados sectores de actividade, aos quais acrescem milhares de outros que ficaram ou já se encontravam desempregados, muitos deles sem direito ao subsídio de desemprego, salientou ainda Edgar Silva, que reiterou a proposta do PCP de implementação urgente de medidas extraordinárias de resposta por parte do Governo Regional.


Em defesa da mobilidade e da Saúde em Aveiro

O Sector dos Transportes da Organização Regional de Aveiro do PCP contesta que as operadoras privadas se demitam das suas obrigações contratuais e denuncia que, em municípios como Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira ou Estarreja, são as autarquias quem garante a deslocação dos alunos do 11.º e 12.º anos para as escolas.

Em comunicado, a célula comunista acusa, também, a Transdev, concessionária da AveiroBus, de não cumprir os serviços a que está obrigada, uma vez que aproveitou a crise sanitária para, nas condições criadas pelo Governo, colocar a maior parte dos seus trabalhadores em suspensão total ou parcial dos contratos.

Por outro lado, a organização do Partido «lamenta que se afirme, sem pudor, que as empresas estão a tomar todas as medidas recomendadas pela DGS», quando, na verdade, os utentes são «todos os dias confrontados com autocarros cheios» e os motoristas não têm equipamento e materiais de protecção suficientes, além de terem visto reduzidos os tempos de preparação e verificação dos veículos justamente quando os procedimentos são mais numerosos.

Já noutra nota de imprensa, a Comissão Concelhia de Aveiro do PCP manifesta a sua preocupação e protesta contra a concentração dos serviços presenciais das unidades de saúde de Nariz, Requeixo e Nossa Sr.ª de Fátima nesta última, situação que considera «altamente penalizadora» e perigosa para as populações.


PS desorientado na Marinha Grande

A Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP lamenta a atitude irresponsável do executivo municipal e acusa o PS de só pensar em propaganda, uma vez que anunciou, e depois falhou, a reabertura do mercado municipal. O Partido considera, assim, que se não estiver garantida a segurança naquele espaço, cabe à autarquia encontrar uma solução que responda aos anseios de retoma de comerciantes e população.