A saúde
e segurança
no trabalho
é por lei responsabilidade patronal
Há que proteger na Azambuja os trabalhadores e a sua saúde

GARANTIR Dirigentes sindicais exigiram medidas especiais das entidades patronais e das autoridades sanitárias, bem como um reforço da fiscalização por parte da Autoridade para as Condições do Trabalho.

A União dos Sindicatos de Lisboa realizou na passada quarta-feira, dia 20, uma conferência de imprensa no Espadanal da Azambuja, junto das instalações logísticas da Sonae, com a participação de Isabel Camarinha, Secretária-geral da CGTP-IN.

A acção simbólica da estrutura distrital da Intersindical, que envolveu também os sindicatos da indústria de alimentação (SINTAB), do comércio (CESP) e dos transportes rodoviários (STRUP), realizou-se na mesma zona industrial onde no início do mês fora confirmado que 101 trabalhadores da empresa Avipronto estavam infectados com o novo coronavírus.

No dia 21, subiu para 70 o registo de trabalhadores contaminados, num dos armazéns da Sonae MC. Foi anunciado o início de testes, o número de infectados já ultrapassou a centena, mas o CESP veio anteontem acusar a empresa de só ter reagido depois de ser público que havia infectados e de, afinal, limitar agora os testes ao pessoal daquele armazém, deixando de fora a maioria dos mais de três mil trabalhadores do Grupo Sonae.

Num momento em que muitos trabalhadores começam a retornar aos locais de trabalho, a CGTP-IN e os sindicatos presentes no encontro com os jornalistas – que teve som amplificado para toda a área de acesso ao entreposto – denunciaram a falta de condições de trabalho com que muitos portugueses são ou serão confrontados.

Esta zona industrial da Azambuja alberga 230 empresas, sobretudo das áreas de distribuição e produção alimentar, com mais de 8500 trabalhadores. Muitos destes não cessaram a sua actividade durante os picos de contágio, por laborarem num sector considerado essencial.

Isabel Camarinha salientou ser essencial garantir aos trabalhadores condições de saúde, de segurança, de subsistência e de respeito pelos seus direitos individuais e colectivos.

Oferta suficiente de transportes públicos, para que as deslocações possam ser realizadas com o distanciamento necessário, e o fornecimento de equipamentos de protecção individual aos trabalhadores foram duas outras exigências referidas pela dirigente.

A União dos Sindicatos de Lisboa adiantou também que solicitou uma reunião à DGS, a propósito do aumento do número de casos de COVID-19.

Nem um direito
a menos

«O PCP rejeita a responsabilização dos trabalhadores pela situação criada e a ilibação das entidades empregadoras», declarou a Comissão Concelhia da Azambuja do Partido, num comunicado que emitiu no dia 23, onde também abordou a situação dos trabalhadores do concelho.

Os comunistas azambujenses exigiram medidas concretas por parte do Governo, como a realização de testes a todos os trabalhadores de empresas da área; a definição de planos de Saúde Pública e de Higiene e Segurança no Trabalho; a garantia de equipamentos de protecção individual para todos, a suportar pelas entidades empregadoras; e o aumento da oferta de transportes públicos e colectivos.

 



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