Despedimentos no BCP

O Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira manifestou solidariedade com os trabalhadores do Millenium BCP e com todos os bancários vítimas da tentativa de rescisão ou despedimento.

Num comunicado que publicou sexta-feira, o Sintaf/CGTP-IN acusou a administração do banco de ter lançado, «numa conjugação de baixa política com o Governo», uma «ofensiva de coacção contra os trabalhadores, para os obrigar a aceitarem rescisões de contrato», ameaçando o futuro de «milhares de famílias». O sindicato recorda que o Estado injectou «três mil milhões de euros para salvar o BCP», mas a administração, para defender os interesses dos maiores accionistas privados, procura descarregar nos trabalhadores «o ónus das dificuldades criadas ao banco pelas sucessivas administrações e governos e pela crise gerada pelo capital financeiro».

Apelando à resistência de cada trabalhador, o Sintaf alerta que o processo começou com uma ilegalidade, porque não foi pedido parecer à CT, e aponta várias irregularidades e manobras, como «dispensas» para afastar os trabalhadores visados do seu local de trabalho. No plano de recapitalização que o BCP apresentou em Junho refere-se «uma potencial diminuição do quadro de pessoal, nomeadamente através de programas de reformas antecipadas e de rescisões por mútuo acordo», mas o sindicato afirma que «apenas está em marcha o referente a rescisões por mútuo acordo, com evidentes ilegalidades e chantagens, feitas através de uma das grandes firmas de advogados da nossa praça, CMS Rui Pena & Arnaut».

Dos onze membros da Comissão de Trabalhadores do BCP, seis impuseram um comunicado que o Sintaf considera «uma tentativa de branqueamento das pretensões do banco». Este comunicado tinha já merecido, a 12 de Novembro, a veemente condenação dos três eleitos da lista unitária na CT.

Pensões

Ao contrário do que passou em vários órgãos de comunicação social, as dificuldades da Segurança Social não se devem ao pagamento das pensões dos reformados bancários. Em nota à imprensa, dia 22, o Sintaf recordou que, por opção política, não foi transferida para a Segurança Social, mas directamente para cobrir o défice do OE de 2011, a parte dos fundos de pensões dos bancos que respondia pelas pensões dos bancários reformados. Nesse processo ficou definido que, no futuro, as reformas dos bancários passariam a ser asseguradas por dotação orçamental, pelo que cabe ao Governo assegurar a transferência das verbas necessárias.




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