Eleger mais deputados
nas eleições
de 16 de Outubro
CDU quer retirar a maioria absoluta ao PS
«Força de confiança» <br>nos Açores

A CDU apresentou oficialmente, dia 17, no Tribunal de Ponta Delgada, a lista candidata pelo círculo eleitoral da ilha de São Miguel.

Aníbal Pires, cabeça de lista, destacou que a Coligação PCP-PEV «é uma força de confiança», com «provas dadas e trabalho feito», e que «é importante tornar mais plural a representação da Ilha de São Miguel».

Estas eleições são, por isso, «uma oportunidade para dar mais força» e «eleger mais deputados» da CDU, «retirando a maioria absoluta ao PS e garantindo um futuro melhor para a Ilha de São Miguel», assegurou o candidato e também professor, Coordenador Regional do PCP e da CDU, deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) e dirigente sindical e associativo.

A lista da CDU é ainda composta por Cátia Benedetti (docente universitária, investigadora, tradutora, intérprete e dirigente associativa), Vera Correia (guia turística, do PEV), Martinho Baptista (funcionário político e membro do Comité Central do PCP), Mário Abrantes (engenheiro silvicultor, presidente da Assembleia de Freguesia de Santa Clara e membro da Associação 25 de Abril), Beatriz Castro (professora), Carlos Ribeiro (biólogo, professor, investigador universitário e dirigente sindical), Rui Teixeira (professor), Ana Brasil (funcionária do PCP e membro da Associação 25 de Abril), João Almeida (estudante universitário e dirigente da Associação Académica da UAÇ), Maria Judite Costa (professora e dirigente associativa), João Subtil (oficial da Marinha aposentado, independente), Francisco Borges Coutinho (empresário, independente), Margarida Veiga (técnica superior de higiene e segurança, independente), Antero de Quental (oficial de tráfego aéreo da SATA, dirigente sindical do SITAVA, independente), João Gomes (empresário), Adélia Lemos (enfermeira), Lizaro Melo (serralheiro de alumínios), Clévio Medeiros (segurança privada), Helena Tomé (assistente operacional hospitalar e delegada sindical), Daniel Oliveira (formador informático), Jorge Franco (operário fabril e dirigente sindical), Nélia Machado (doméstica, independente), Cláudio Medeiros (técnico de comunicações e dirigente associativo), Carla Correia (doméstica) e Fernando Filipe (assistente operacional escolar e delegado sindical).

Jaime Pacheco – técnico qualificado da SATA, coordenador da Comissão de Trabalhadores da SATA, dirigente sindical do SITAVA, membro da direcção da ACRA, independente – é também candidato pelo círculo eleitoral de São Miguel e mandatário regional da CDU.

Aos jornalistas, Aníbal Pires sublinhou que um bom resultado para a CDU a 16 de Outubro é a «eleição de um grupo parlamentar», mas também «retirar a maioria absoluta ao PS» e «evitar que a direita possa, de alguma forma, ter um posicionamento que lhe permita influenciar a vida política e regional».

«É fundamental que estes objectivos eleitorais sejam atingidos, pelos açorianos e pelos Açores, porque estes últimos 16 anos de maiorias absolutas revelam que o PS, mais do que não conseguir, não quis romper com um determinado modelo de desenvolvimento», criticou o candidato. 

A Terceira merece melhor

A lista da CDU pelo círculo eleitoral da ilha Terceira é encabeçada por Vítor Silva, membro da Direcção Regional do PCP, coordenador da CGTP-IN/Açores e da União de Sindicatos de Angra do Heroísmo.

Na sua intervenção, o cabeça de lista sublinhou que a candidatura da Coligação PCP-PEV é «determinante e irreverente» e que, através da sua participação, «quer contribuir para a mudança, em defesa dos direitos de quem trabalha, por uma nova política e por um novo futuro para os Açores».

Neste sentido, a melhoria das condições de vida dos açorianos é a principal prioridade da CDU. «É bom ser açoriano, pena é que o PS não permita que ainda seja melhor», lamentou Vítor Silva, apelando à eleição de deputados e de um Grupo Parlamentar da CDU no Parlamento Regional».

«Os votos na CDU contribuirão para assegurar um maior pluralismo na Assembleia Regional, garantindo a presença viva no Parlamento dos problemas dos trabalhadores e das populações», garantiu.

Por outro lado, destacou, «a CDU assume-se na defesa dos direitos de quem trabalha, nas condições de igualdade no acesso ao emprego, pelo emprego estável e com direitos, nas prestações sociais dignas, por salários e rendimentos justos», mas também «no combate ao desemprego e à precariedade laboral, no combate à pobreza e exclusão social» e «na defesa da protecção social e das seguranças das populações».

O primeiro candidato da Coligação PCP-PEV pelo círculo eleitoral da ilha Terceira salientou, por outro lado, que o «aumento do custo de vida não tem acompanhado os rendimentos dos terceirenses», «cresce o trabalho precário, aos trabalhadores não é dada formação profissional devida, as famílias estão cada vez mais endividadas, é cada vez maior o número de habitações à venda na ilha». «Tendo em conta este quadro desastroso, são cada vez mais os terceirenses que não têm outra alternativa senão emigrar, sobretudo os mais jovens», alertou.

Acreditar no futuro

Porque as pessoas e a dignificação da sua qualidade de vida estão sempre em primeiro lugar, Vítor Silva defendeu «a valorização do trabalho, com o aumento dos salários, das pensões e reformas, permitindo o aumento substancial do poder de compra dos açorianos e um verdadeiro fomento sustentado da economia regional».

O cabeça de lista da CDU destacou a acção do deputado do PCP na última Legislatura, que trouxe ao debate parlamentar as questões que interessam e preocupam os trabalhadores e os sectores mais desfavorecidos da sociedade açoriana. «A eleição de deputados da CDU é boa para a democracia e sobretudo para os açorianos, que sabem que podem contar com a CDU, porque para nós o que conta são as pessoas», destacou, frisando que a Coligação PCP-PEV é a opção «para os que ainda estão indecisos, para os que habitualmente não votam, mas também para os que têm votado e não encontraram a resposta para os problemas que a cada dia se agravam».

«Somos a voz dos desiludidos, dos decepcionados, dos que deixam de acreditar nos “políticos” do PS, do PSD e do CDS, nos que acham que já não vale a pena ir votar», acrescentou, lembrando que «vale a pena acreditar num futuro e lutar por ele», porque «estamos aqui não por interesses ou ambições», mas pela «nossa terra, pelo nosso futuro, pelas pessoas e pela dignificação da sua qualidade de vida!».




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