Graves decisões da cimeira da NATO ameaçam a paz
O PCP considera «particularmente grave» a decisão da cimeira da Norte, em Haia, de aumentar para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) as despesas militares dos países membros deste bloco político-militar agressivo.
Graves decisões da cimeira da NATO ameaçam a paz
Na sequência de uma intensíssima campanha visando justificar perante a opinião pública a corrida aos armamentos, a reunião de chefes de Estado e primeiros-ministros da NATO realizada em Haia, em 25 de Junho, acaba de confirmar e formalizar ao mais alto nível «decisões que agravam a tensão internacional, desde logo na Europa, e que aumentam o perigo de conflitos militares de catastróficas proporções», considera o PCP.
Particularmente grave é a decisão – exigida pelos Estados Unidos da América (EUA) e servilmente aceite pelos seus aliados – de aumentar para 5% do PIB as despesas militares pelo que tal representa quanto à escalada militarista desta aliança agressiva e pelo programado desvio para o complexo militar-industrial de recursos indispensáveis à melhoria das condições de vida dos trabalhadores e dos povos, alerta o PCP, em comunicado divulgado pelo seu Gabinete de Imprensa.
O PCP «rejeita e combate a deriva belicista da cimeira de Haia, deriva que evidencia a real natureza da NATO como braço armado do imperialismo e que acentua a exigência da sua dissolução».
O PCP denuncia ainda «a posição seguidista de submissão nacional do Governo PSD/CDS, posição indigna em que está completamente ausente qualquer assomo de brio patriótico (como está bem patente na cedência da base das Lajes para a agressão dos EUA ao Irão), que afronta abertamente a Constituição da República Portuguesa e arrasta consigo o perigo de um trágico envolvimento de Portugal nas aventuras militares do imperialismo». O desvio de recursos para a guerra que o governo se propõe realizar tem a firme oposição do PCP, que desde já denuncia as engenharias semânticas e as «contabilidades criativas» com que se procura esconder as graves consequências sociais de uma tal opção.
NATO e UE promovem “economia de guerra”
A agenda desta Cimeira foi desenhada para responder às exigências dos EUA e à sua afirmação como potência imperialista dominante, esconder as dificuldade e divergências que atravessam a NATO e, sobretudo projectá-la como «a mais forte aliança da história», protectora do «Ocidente» e da «ordem mundial com regras» ditada pelo imperialismo a que os trabalhadores e os povos de todo o mundo deveriam submeter-se. «O apoio dado pelas grandes potências da NATO e da União Europeia à agressão dos EUA e de Israel ao Irão, assim como a sua cumplicidade com o genocídio do povo palestiniano reveste-se da maior gravidade», realça o comunicado.
O PCP chama a atenção para que a promoção de uma economia de guerra em que a NATO e a União Europeia estão empenhadas é acompanhada em numerosos países, incluindo Portugal, pelo «ataque aos direitos laborais e outros direitos fundamentais e pela banalização e promoção da extrema-direita».
Perante o sério agravamento da situação internacional e os perigos resultantes da corrida aos armamentos que esta Cimeira da NATO alimenta, o PCP «apela aos trabalhadores, à juventude, ao povo português para darem mais força à luta em defesa da soberania e independência nacionais, pela paz e em solidariedade com todos os povos que lutam contra as ingerências e agressões do imperialismo».




