Governo tem de apoiar produtores afectados pelos incêndios
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) manifestou, no dia 1, a sua solidariedade com todos os afectados pelos incêndios, afirmando que não é só tempo do combate às chamas no terreno – é tempo de encontrar soluções.
Pôr fim ao «declínio do número de explorações agrícolas familiares»
Lusa
«O Governo deve mobilizar de forma célere os meios necessários para o apuramento dos prejuízos sofridos e da perda do potencial produtivo», destacou, exigindo que se garantam apoios financeiros aos produtores afectados e ajudas à alimentação dos animais.
A CNA exigiu, ainda, que o Executivo promova a criação de parques de recepção e comercialização das madeiras (assegurando algum rendimento aos produtores e a limpeza das matas), implemente medidas de boa gestão florestal e ponha fim ao «declínio do número de explorações agrícolas familiares» (promovido por sucessivos governos e pela UE, através da Política Agrícola Comum).
Pelas 16h00 de dia 4, são vários os incêndios que estão a preocupar as autoridades, como em Mondim de Basto (para onde avançou o incêndio que deflagrou em Vila Real), onde há risco sério de o fogo chegar às aldeias de Pardelhas e Ermelo.
CDU reclama soluções
Em sentido semelhante, a CDU de Ponte da Barca exigiu, em comunicado emitido no dia 30, «a mobilização máxima de meios técnicos e financeiros» para travar os fogos, proteger pessoas e bens e apoiar os afectados, e criticou o facto de sucessivos governos falharem no cumprimento de medidas contra os incêndios.
«A CDU continuará a intervir por um efectivo programa de recuperação de área ardida […] para que este drama não se repita na vida destas populações», sublinhou.




