No distrito do Porto, importa melhorar a vida das pessoas
Paulo Raimundo esteve, no dia 30, no distrito do Porto, em visita aos concelhos de Matosinhos, Paredes e Lousada, onde participou em diversas iniciativas. A CDU demonstrou estar lá, em todas as terras, para melhorar a vida das pessoas.
CDU é força de «gente séria, ligada à vida»
Muitos foram os apoiantes que participaram no desfile na Marginal de Matosinhos durante a manhã de sábado, 30. Encabeçada pelo Secretário-Geral do PCP e por José Pedro Rodrigues, candidato a presidente da Câmara Municipal, a arruada, que partiu da Rotunda da Anémona, foi ganhando força ao longo do percurso.
Ao lado de diversos candidatos da Coligação em Matosinhos, «gente séria, ligada à vida e aos problemas concretos», Paulo Raimundo garantiu empenho, militância e dedicação para transformar a vida de quem tem de ter dois ou três empregos para enfrentar os baixos salários e de todos aqueles que sentem dificuldades no acesso a direitos fundamentais.
«Numa altura em que temos milhares e milhares com dificuldades no acesso à habitação, temos os milhões de lucros da banca para a qual nunca há problemas e, como se não bastasse, ainda tem o perdão das multas por ter exercido, em cartel, a pressão sobre as nossas vidas», acusou.
Sobre as crescentes dificuldades no acesso ao SNS, o Secretário-Geral afirmou não ser uma realidade tolerável num país «preso por arames», onde «cada serviço que cai e cada médico que falta é mais um negócio da doença que abre».
Pela vida dos matosinhenses
Para Paulo Raimundo, os problemas de fundo do País não se resolvem a partir das eleições autárquicas, mas, até pela experiência de Matosinhos, não é indiferente se a CDU tem mais ou menos força para dar um contributo na melhoria da vida das pessoas. «Quem votou CDU nas últimas eleições ajudou a construir o novo acesso ao Hospital Pedro Hispano, ajudou à criação de mais linhas de transportes, ajudou ao reforço dos meios para os bombeiros e mais apoios aos táxis», comprovou José Pedro Rodrigues, vereador da CDU no executivo matosinhense.
Confiança em Lousada
No almoço em Lousada, em que participaram largas dezenas de apoiantes, Paulo Raimundo falou da vantagem que é poder contar com candidatos como os da CDU: «Gente de confiança, conhecida, trabalhadora, que sabe e que assume o seu compromisso com o povo e só com o povo».
Para o dirigente, na batalha autárquica que se aproxima, a outra vantagem tem a ver com o facto de o projecto CDU ser um «caminho que responde à vida de cada um» e não aos problemas que alguns poucos procuram inventar.
Com Paulo Raimundo estiveram Alberto Torres e Xavier Pires, candidatos à Câmara e à Assembleia Municipal de Lousada, acompanhados de outros candidatos aos restantes órgãos autárquicos do concelho.
Paredes reconhece a CDU
O périplo do Secretário-Geral pelo distrito do Porto terminou em Paredes, com um comício no Parque da Cidade.
Naquele concelho do Tâmega e Sousa, salientou Cristiano Ribeiro, candidato à Assembleia Municipal, a CDU apresenta-se com um património de intervenção «indiscutível», quer em «situação de exercício de poder, quer como oposição». «A população conhece-nos do dia-a-dia e do nosso trabalho, mesmo que por vezes não nos acompanhe», afirmou.
José Moreira, candidato à presidência da Câmara, garantiu que a CDU faz falta para «resolver os problemas que se têm vindo a agravar e afectam cada vez mais os paredenses», mas também para «dar voz aos ostracizados, aos idosos, famílias numerosas e aos que mais precisam».
«A vida das pessoas não está melhor, mas a do País está muito melhor». A frase, recordou Paulo Raimundo ao encerrar o momento político, foi dita, em 2014, por Luís Montenegro, então líder parlamentar do PSD, para descrever a situação do País ainda sob o período da troika.
Esta frase, no entender do dirigente comunista, parece estar a ser quase recuperada pelo seu autor, agora primeiro-ministro: «Sabíamos que tínhamos um Governo com saudades da troika, […] mas o País que temos hoje é melhor na propaganda, na ilusão, na demagogia e na hipocrisia. Já a vida das pessoas continua a ficar cada vez pior».




