«Provas dadas, trabalho garantido» em Alcácer do Sal
Após 12 anos de presidência CDU, Vítor Proença faz o balanço do trabalho realizado em Alcácer do Sal, destacando investimentos em habitação social, eficiência hídrica, mobilidade e valorização do património. Arlindo Passos, actual presidente da União de Freguesias de Alcácer (Santa Maria do Castelo, Santiago e Santa Susana) e candidato da CDU à presidência da Câmara, aponta prioridades para o futuro: emprego, habitação, ambiente e turismo. Ambos sublinham a diferença entre o trabalho sério da CDU e as opções do PS, reafirmando a confiança no projecto que «serve a população e não agendas partidárias».
«Mandato de consolidação de um trabalho iniciado há 12 anos»
Que balanço faz da governação da CDU em Alcácer do Sal ao longo dos últimos anos?
Vítor Proença: Este foi um mandato de consolidação de um trabalho iniciado há 12 anos, quando recuperámos a Câmara Municipal e vários órgãos autárquicos da gestão desastrosa do PS. É também o mandato da concretização de inúmeros projectos.
Por um lado, algumas realizações vinham já de trás, outras resultam de compromissos assumidos. Destaco, por exemplo, o Centro Náutico de Alcácer, uma obra de quase um milhão e 200 mil euros que permite aos jovens, estudantes e à população em geral usufruir do rio, aprender a remar, praticar desporto e, simultaneamente, oferece a quem nos visita uma imagem viva, com barcos no rio – algo que há uns anos simplesmente não existia.
Neste mandato avançámos também com elementos de arte urbana, em homenagem aos salineiros e às mondinas, mulheres que trabalhavam nos arrozais.
Outro marco foi a atribuição de 30 habitações sociais, no âmbito do Programa 1.º Direito, a famílias em situação de carência económica, proporcionando-lhes um lar digno.
É igualmente o mandato do arranque do Plano de Urbanização da Comporta, uma zona com enorme pressão urbanística, e onde foi necessário actualizar o ordenamento da Aldeia da Comporta.
Acresce a realização de infra-estruturas diversas, nomeadamente a renovação de redes e uma aposta fortíssima na eficiência hídrica. Há quatro anos consecutivos que conseguimos manter o tarifário da água sem qualquer aumento para o consumidor – algo notável no País – graças à redução das perdas e a uma gestão rigorosa. Assim, aumentámos a receita sem onerar as famílias.
Isso só se atinge com um mandato de continuidade?
Com continuidade, mas também com estudos e programação. Na freguesia do Torrão, por exemplo, a 30 quilómetros da sede do concelho, foi feita a requalificação integral do Bairro Miguel Torga, que estava completamente abandonado.
Este é também o mandato em que Alcácer se afirmou como terra de grandes eventos. O Parque Urbano, construído no anterior mandato, tornou-se um pólo de dinamização cultural e desportiva, ao ponto de já sermos referência e modelo para outros municípios que nos visitam para conhecer a nossa experiência.
Foi um mandato difícil?
Não há mandatos fáceis. Há sempre constrangimentos e oportunidades, e cabe a nós adaptarmos-nos às circunstâncias. O maior problema continua a ser a ausência de uma região administrativa, o que nos obriga a bater constantemente às portas dos ministros e secretários de Estado. A pressão junto do Poder Central tem de ser constante.
Destaco, contudo, conquistas importantes. Com a SIMAL e a Comunidade Intermunicipal – a única no País presidida pela CDU – reduzimos os passes interurbanos para 20 euros. Quem pagava 200 euros de Alcácer a Lisboa paga agora 20. É rendimento directo para as famílias.
Fomos também pioneiros no transporte gratuito para as praias durante Julho e Agosto: todos os dias, jovens e idosos vão até à Comporta sem pagar rigorosamente nada.
Essas medidas podem ajudar a fixar mais população no concelho?
São uma ajuda, mas o factor decisivo é o emprego. Acredito que Alcácer vai inverter a tendência de perda demográfica e que na próxima década vamos registar crescimento populacional.
Estão a surgir empreendimentos que serão, em grande parte, primeira habitação. E a Câmara tem tido uma política activa para facilitar esse processo.
Mas volto a sublinhar: sem alternativas de emprego não há fixação sustentável. O Alentejo tem perdido população porque faltam políticas públicas de criação de emprego.
Que projectos estruturantes ficam em curso e considera mais importantes para o futuro?
Cabe ao próximo executivo – que acredito será da CDU – definir prioridades. Mas sublinho que houve um esforço enorme para robustecer a estrutura orgânica da Câmara.
Quando chegámos, além da dívida escondida de meio milhão de euros que o PS deixou, não havia sequer projectos prontos a executar. Nos dois primeiros mandatos tivemos de recuperar esse atraso.
Encontrámos também uma estrutura interna fragilizada. Hoje temos técnicos superiores jovens, na sua maioria naturais de Alcácer, e uma rede de encarregados que dão grande força ao município. Isso é uma mais-valia para o futuro.
No plano material, deixamos já projectos em curso. Por exemplo, o concurso público de 450 mil euros para aquisição de toda a estrutura tecnológica de rede de dados do município. No tempo do PS compravam-se computadores avulso; hoje temos uma visão integrada e de futuro.
Como avalia a relação do município com o Poder Central?
O problema não está na simpatia dos ministros, mas na concretização. Promessas temos muitas, mas resultados só com luta e pressão.
Temos exemplos positivos, como o desassoreamento do rio, já protocolado e prestes a avançar, ou a adjudicação da reparação das muralhas do Castelo, monumento nacional. No tempo do PS quiseram empurrar esse encargo para a Câmara.
A verdade é que só a insistência e a reivindicação permanente permitem conquistas. Nem sempre conseguimos, mas nunca baixámos os braços.
Que mensagem deixa aos alcacerenses?
Que escolham um projecto autónomo, que não anda de chapéu na mão nem a reboque do Governo. O Poder Local tem de servir as populações, não as agendas partidárias. A CDU é a força que representa a alma e a vontade do povo de Alcácer do Sal.
A CDU vai «captar investimento que crie emprego qualificado»
Sendo presidente da União de Freguesias de Alcácer do Sal, desde 2013, como qualifica a relação entre os órgãos autárquicos do concelho?
Arlindo Passos:Tem sido um trabalho de cooperação. Nos últimos três mandatos houve sempre diálogo entre município e freguesias. Na preparação do Orçamento Municipal há cuidado em ouvir as freguesias e as suas necessidades.
Quais as prioridades e projectos da CDU para os próximos quatro anos?
Em primeiro lugar, captar investimento que crie emprego qualificado, condição essencial para fixar jovens.
No ambiente, há carências a resolver, nomeadamente a falta de ETAR nas aldeias. Conheço bem essas necessidades por estar diariamente em contacto com a população.
Na mobilidade, queremos melhorar as acessibilidades para Alcácer.
No turismo, queremos apostar na valorização da gastronomia e da cultura local, criando um turismo de excelência.
E daremos mais apoio aos pequenos investidores locais, ajudando-os a aceder a programas de apoio que muitas vezes desconhecem.
E no que respeita à habitação?
É uma prioridade absoluta. O município começa a ficar sem terrenos para construção a custos controlados. Temos alguns lotes, mas é preciso rever regulamentos.
A Câmara já disponibilizou cerca de 30 lotes para jovens com desconto de 50 por cento na aquisição, e queremos apostar mais em habitação a renda reduzida.
Como reforçar a cooperação entre Câmara e juntas de freguesia?
Defendo maior descentralização de competências. O concelho é muito grande. As juntas podem assumir mais responsabilidades, especialmente nas aldeias.
O que distingue o programa da CDU das outras forças políticas?
Para começar, apresentámos desde cedo os candidatos e cabeças de lista. As outras forças ainda não o fizeram. As populações conhecem a CDU, sabem que trabalhamos com honestidade e dedicação. Os outros aparecem de quatro em quatro anos, nós estamos diariamente com as pessoas e instituições.
Quem o acompanha na lista para o executivo municipal?
São pessoas de minha total confiança, com experiência de vida e dedicação ao concelho.
Que reacções tem recebido?
Muito positivas. A população conhece o meu trabalho à frente da União de Freguesias, que cobre 70 por cento do território. Nas arruadas sentimos entusiasmo, com equipas jovens e confiantes.
Que mensagem deixa aos alcacerenses?
Ao longo de 49 anos de Poder Local Democrático, a CDU esteve 41 à frente do concelho; o PS apenas dois mandatos. A diferença é clara: trabalho, honestidade, competência. O nosso lema é «Provas dadas, trabalho garantido». As pessoas sabem o que já fizemos e sabem que podem confiar na CDU para continuar este caminho.




