Outro futuro para a Marinha Grande
Foram muitos aqueles que se juntaram na Marinha Grande para o comício de apresentação dos candidatos da CDU, na passada sexta-feira. Na presença do Secretário-Geral, não faltou confiança para enfrentar a exigente tarefa de voltar a vencer nesta histórica terra de luta.
Do céu só cai chuva, tudo o resto é luta
Costuma-se dizer que do céu só cai chuva, tudo o resto é luta. Na Marinha Grande, como que comprovando a sabedoria popular por trás deste tipo de provérbios, uma inesperada carga de chuva forçou a algumas alterações de última hora.
Já decorria a actuação de João Frazão que, acompanhado por Paulo Almeida, alegrava os presentes com clássicos de José Afonso e Amália, tendo tempo ainda para fazer uma paragem pelo seu próprio repertório, quando a chuva principiou. Num ágil impulso por parte dos camaradas responsáveis pela montagem da iniciativa, rapidamente se mudou o local do comício para dentro do Centro de Trabalho do PCP.
Numa alteração que viu a substituição, enquanto elemento decorativo, da noite marinhense por um mural interior da CDU, quase como que preparado para qualquer eventualidade, rapidamente se voltaram a reunir todos na sala onde, minutos antes, tinham acabado de jantar.
Chegado o momento político, o mandatário regional, Luís Guerra Marques teve a tarefa de apresentar os candidatos aos órgãos municipais e assembleias de freguesia do Concelho.
Sérgio Silva para a Câmara e Alexandra Dengucho para a Assembleia. Nas freguesias, José Rodrigues para reforçar a maioria na Moita e Isabel Freitas e Paulo Bento para voltar a vencer nas juntas da Marinha Grande e Vieira de Leiria, respectivamente. São estes os primeiros rostos de listas feitas das gentes que fazem da Marinha aquilo que ela é - terra de trabalho e luta, com possibilidades de futuro tão grandes ou maiores que o seu histórico passado.
Alexandra Dengucho, actualmente vereadora, afirmou a importância da Assembleia Municipal ser um «espaço vivo de participação», longe de «meias verdades» e de um «mero registo burocrático».
Sérgio Silva, por sua vez, fez a contraposição entre os mandatos da CDU e APU, com os do PS e, mais recentemente, do +MPM.
A valorização dos trabalhadores da autarquia, o foco nas políticas para a juventude, o combate aos problemas ambientais e à crise na habitação serão algumas das prioridades para este próximo mandato.
Também projectos como a requalificação do Parque Mártires do Colonialismo, a alteração do PDM e a criação do Teatro Norberto Barroca serão focos.
Por fim, a valorização da história e identidade cultural do Concelho assumem um papel determinante. «A cultura é a humanidade», como referiu o candidato da CDU. Apoiar os agentes culturais, transformar as instalações do Museu do Vidro e da biblioteca municipal e promover mais actividades desportivas e culturais são tudo passos para «resgatar a matriz cultural identitária desta terra».
Fazem todos falta
Numa intervenção onde abordou os vários aspectos que marcam a situação política nacional e internacional – como os incêndios, o novo pacote laboral e o genocídio em curso na Palestina – o Secretário-Geral do PCP lembrou a importância de chamar cada vez mais pessoas para construir a alternativa. «Fazem falta à CDU, mas acima de tudo fazem falta à Marinha Grande», assim se dirigiu Paulo Raimundo aos muitos independentes que, se ainda não encontraram, certamente muito em breve encontrarão o caminho que os leve a serem obreiros do seu próprio futuro, dando mais força à força das suas vidas.




