Povo cubano homenageia combatentes caídos na Venezuela

Com actos massivos em todas as capitais provinciais do país, Cuba prestou homenagem aos 32 combatentes cubanos caídos durante a agressão militar dos EUA contra a Venezuela e o sequestro do Presidente, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, destacou a importância da unidade da nação face às ameaças do imperialismo.

«O povo de Cuba não é anti-imperialista por manual, o imperialismo fez-nos anti-imperialistas»

Em actos celebrados simultaneamente em todas as províncias de Cuba, centenas de milhares de cubanos participaram, no dia 16, numa jornada nacional de homenagem póstuma aos 32 combatentes caídos durante a agressão militar norte-americana contra a Venezuela.

Em Havana, uma multidão calculada em meio milhão de pessoas concentrou-se na Tribuna Anti-imperialista José Martí para se despedir dos internacionalistas, numa demonstração massiva de firmeza revolucionária.

Em Bayamo, capital de Granma, milhares de pessoas renderam tributo na Praça da Pátria a seis dos combatentes naturais desse território. A primeira secretária do Partido Comunista de Cuba (PCC) na província, Yudelkis Ortiz, afirmou que «estes heróis elevaram o nome de Cuba à altura do firmamento».

De igual forma, em Santiago de Cuba, a cerimónia perto da estátua de Antonio Maceo reuniu milhares de santiaguenses que acompanharam familiares de oito combatentes oriundos dessa província. A dirigente provincial do PCC, Beatriz Johnson, destacou que os caídos «eram filhos da Revolução formados no princípio de que defender a liberdade de um povo irmão é como defender a própria liberdade».

Por sua vez, em Holguín, largas centenas de pessoas juntaram-se no Parque Calixto García, onde o primeiro secretário do PCC na província, Joel Queipo, ressaltou a mensagem de firmeza combativa legada pelos heróis. Os restos mortais de cinco combatentes holguineiros receberam honras, antes da sua trasladação para o Panteão dos Heróis.

Em Pinar del Rio, uma multidão silenciosa prestou homenagem ao major Yoel Pérez Tabares. Durante a cerimónia, a primeira secretária provincial, Yamilé Ramos, afirmou que «a nossa melhor homenagem será cultivar a unidade imprescindível entre os revolucionários e afiançar o anti-imperialismo como princípio inexpugnável da Revolução».

«Imperialismo fez-nos anti-imperialistas»

O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, ressaltou a vocação anti-imperialista do povo cubano e alertou para a importância de manter a unidade da nação face às ameaças do imperialismo norte-americano. Na segunda jornada de homenagem aos 32 combatentes caídos na Venezuela, o chefe do Estado de Cuba salientou que a agressão dos EUA confirma o carácter depredador do imperialismo.

«O povo de Cuba não é anti-imperialista por manual, o imperialismo fez-nos anti-imperialistas», afirmou o presidente na Tribuna Anti-imperialista José Martí, na capital. «Mas não só Cuba, o mundo será cada vez mais anti-imperialista a partir desse acto contra todas as normas internacionais», afirmou.

Enfatizou a relação histórica entre unidade e vitória: «Todas as vitórias do povo cubano estão associadas à solidez da unidade. Cada vez que se dividiram as forças patrióticas, perdemos. Cada vez que se uniram, vencemos». Advertiu que os inimigos da nação conhecem esta dinâmica e «apostam em romper essa unidade». E assinalou que «as actuais ameaças do imperialismo lembram as de quase todas as administrações norte-americanas controladas pelos chamados “falcões”, partidários da guerra».

Miguel Díaz-Canel considerou que as novas gerações de cubanos assimilam e projectam os ensinamentos da Revolução, mantendo viva a tradição de resistência frente às agressões externas.

 



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