Reunião de quadros em Guimarães condena candidatura reaccionária

O PCP realizou, em Guimarães, no dia 27, uma reunião de quadros com a participação de Paulo Raimundo. O encontro abordou o resultado eleitoral de dia 18, a situação social no País e as tarefas imediatas que se colocam à intervenção da organização partidária.

«Com Ventura na presidência, tudo o que está mau, ficaria ainda pior»


Coube ao Secretário-Geral realizar a intervenção de abertura, que deu o pontapé de saída para um conjunto muito alargado de intervenções de membros de organismos do PCP na Organização Regional de Braga. Partilharam-se preocupações sobre o momento actual, experiências de intervenção política, institucional e social, assim como considerações sobre a importância de prosseguir a intervenção em defesa dos direitos previstos na Constituição da República Portuguesa (CRP).

Abordando um dos temas que assumiu particular relevância ao longo da discussão, Paulo Raimundo salientou que apesar do resultado obtido pela candidatura de António Filipe ter ficado «aquém do valor, do entusiasmo e apoio que se registou» ao longo de toda a campanha, foi «conquistado a pulso, enfrentando o apagamento, o tratamento desigual, comentadores e sondagens que tudo apostaram na chantagem e promoção do medo quanto à opção do voto». «Não andaremos longe da verdade se afirmarmos», insistiu, que «perante a sistemática apresentação de cenários que davam como certa a disputa entre duas candidaturas reaccionárias, muitos eleitores foram conduzidos a votar, não por convicção, mas por medo».

Ainda sobre as eleições presidenciais, o Secretário-Geral admitiu que com a passagem de António José Seguro e de André Ventura à segunda volta, é «certo que os compromissos com a política de direita não serão afastados do exercício das funções presidenciais». No entanto, explicou, tal não significa que o resultado das eleições seja «indiferente». «Pelo contrário, mais do que insistir, é preciso intervir para assegurar a derrota de André Ventura e dos objectivos e ambições das forças mais reaccionárias e retrógradas no nosso País», afirmou.

«Na segunda volta é preciso derrotar quem, para lá do comprometimento com a política de direita e partilha com muitas opções do actual Governo, assume uma agenda ditada por critérios e concepções reaccionárias, retrógradas e antidemocráticas, de confronto com a CRP», acrescentou ainda.

Antes de terminar, Paulo Raimundo desafiou os «donos do pacote laboral», PSD, CDS, Chega e IL, a convocarem uma manifestação de apoio às suas medidas: «marquem a manifestação de apoio ao pacote laboral, que eu quero ver o que acontecerá».

 



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