Irão rejeita as exigências dos EUA

No Médio Oriente, continua a guerra desencadeada a 28 de Fevereiro pela agressão militar dos EUA e Israel contra ao Irão e que envolve outros países do Golfo Pérsico.

Irão acusa EUA e Israel de não respeitarem nenhuma linha vermelha


Israel intensificou a repressão na Faixa de Gaza e na Cisjordânia e invadiu militarmente o Líbano. No Iémen, os houthis colocaram-se ao lado do Irão, contra a agressão. Entretanto, desenvolvem-se iniciativas com vista ao início de conversações, incluindo as patrocinadas pelo Paquistão. O trânsito marítimo no Estreito de Ormuz continua condicionado aos EUA e aos que com estes alinham na agressão contra o Irão. São múltiplos os efeitos da agressão militar dos EUA e de Israel no plano regional e mundial.

Prossegue a guerra provocada pela agressão militar dos Estados Unidos da América (EUA) e Israel ao Irão, desencadeada há mais de um mês e que se estendeu a outros países do Médio Oriente. Perante as constantes ameaças e ditames dos EUA, o Irão considerou que os 15 pontos apresentados pela administração Trump como base para as negociações contêm «exigências exageradas, irrealizáveis e ilógicas».

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, afirmou na segunda-feira, 30, que os governantes dos EUA mudam constantemente de posição e emitem declarações contraditórias. Confirmou que decorrem contactos indirectos entre Washington e Teerão através do Paquistão. Enfatizou que o Irão mantém relações amistosas com os países vizinhos e agradeceu as demonstrações de solidariedade. Sublinhou que permitir o uso do território por parte de terceiros para atacar o Irão constitui uma violação do direito internacional. Acusou os EUA e Israel de não respeitarem nenhuma linha vermelha e, sobre a situação no Estreito de Ormuz, negou qualquer responsabilidade iraniana no aumento dos preços do petróleo.

Desde 28 de Fevereiro, os EUA e Israel levam a cabo ataques aéreos contra o Irão, provocando centenas de mortos, milhares de feridos e a destruição de inúmeras infra-estruturas. O Irão defende-se, respondendo à agressão com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e bases militares e outras instalações e interesses norte-americanos na região.

EUA envia mais tropas para o Médio Oriente
O presidente norte-americano confessou que pretende apoderar-se do petróleo iraniano. Donald Trump admitiu igualmente que a conquista por tropas norte-americanas da ilha iraniana de Kharg, o principal centro de exportações de hidrocarbonetos do Irão, era uma das opções militares dos EUA.

Os EUA continuam a concentrar mais forças militares no Médio Oriente, tendo em vista uma possível agressão militar terrestre contra o Irão. Têm surgido notícias de que o Departamento da Guerra, em Washington, admite enviar para o Médio Oriente mais 10 mil soldados, para reforçar o contingente de 50 mil efectivos que já se encontra na região.

A agressão militar terrestre iniciaria uma nova fase da guerra potencialmente mais perigosa para as forças norte-americanas do que o que se verificou nas primeiras quatro semanas. Perante tal cenário, meios de informação em Teerão publicaram declarações do presidente do parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, aconselhando a administração Trump a não pôr à prova a determinação do Irão em defender a sua terra.

Paquistão promove contactos entre os EUA e o Irão
O vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, anunciou que o seu país acolherá conversações entre o Irão e os EUA com o objectivo de alcançar um «fim imediato e permanente» da guerra que está a ter um impacto mundial.

O anúncio foi feito, no dia 30, depois de uma reunião ministerial realizada em Islamabad, com representantes do Paquistão, Arábia Saudita, Egipto e Turquia. Os altos representantes dos quatro países convergiram na posição de que a guerra não serve os interesses de nenhuma das partes e realçaram que o diálogo e a diplomacia continuam a ser o único caminho viável a seguir.

Governo amarra Portugal à guerra
E, enquanto prossegue a agressão militar dos EUA e de Israel contra o Irão, o Governo português do PSD/CDS (com o apoio do Chega e da IL) amarra Portugal à guerra, desde logo, ao permitir o uso da Base das Lajes pelos EUA para esta agressão. Postura que esta semana deu um novo passo com a Base das Lajes a receber, com o aval do Governo, pela primeira vez esta segunda-feira, os drones dos EUA MQ-9 Reaper, também denominados «drones assassinos», com capacidade de transportar mísseis.

A postura de alinhamento e cumplicidade do Governo português com a agressão do imperialismo norte-americano e do sionismo a mais um Estado no Médio Oriente verifica-se quando, no mesmo momento, o Governo espanhol proibiu o uso das suas bases militares pelos EUA como plataforma para a agressão que,

com Israel, leva a cabo contra o Irão. O Governo espanhol, mais recentemente, recusou mesmo todos os voos sobre o seu território relacionados com a agressão militar ao Irão, incluindo os de reabastecimento que têm partido da Base das Lajes com autorização do Governo português.

 



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