Milhões nos EUA rejeitam a guerra e o ataque aos direitos


Nos Estados Unidos da América (EUA), mais de oito milhões de pessoas saíram às ruas no dia 28 de Março, nos 50 Estados do país, em milhares de iniciativas em que, entre outros objectivos, foram rejeitadas a agressão dos EUA ao Irão e a outros países, o ataque aos direitos dos trabalhadores e das populações, as crescentes injustiças e desigualdades sociais, os abusos sobre os trabalhadores imigrantes, o autoritarismo da administração Trump.

Os massivos protestos foram convocados por uma grande diversidade de entidades norte-americanas, reunidas numa plataforma que conta com mais de 400 organizações políticas, sindicais, cívicas ou culturais.

Nesta sua terceira jornada de protestos, este movimento contra a administração Trump e as suas políticas registou mais de três mil iniciativas nos EUA (manifestações e concentrações), conseguindo superar, em termos de participação, as duas mobilizações anteriores – a de Outubro passado, com 2700 eventos e sete milhões de participantes, e a de Junho de 2025, com 2100 acções e cinco milhões de manifestantes.

Os protestos de sábado, 28, condenaram e rejeitaram a deriva autoritária de Trump, condenação e rejeição que ganhou uma maior dimensão após o assassinato de dois cidadãos norte-americanos no Estado do Minnesota às mãos de agentes federais do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE). Sindicatos também se empenharam na mobilização, denunciando a política de ataque aos direitos dos trabalhadores e de favorecimento dos grupos económicos e financeiros. Tiveram ainda forte expressão a rejeição das agressões dos EUA na América Latina e noutros pontos do planeta, incluindo a agressão militar à Venezuela, o agravamento do bloqueio e as ameaças contra Cuba ou a agressão militar conjunta dos EUA-Israel contra o Irão.

Em Nova Iorque, os manifestantes exigiram, entre outras importantes reivindicações, o fim imediato da guerra ilegal contra o Irão, que é objecto de forte indignação social, de um saldo crescente de vítimas e da incerteza dos seus efeitos na economia mundial, provocando o aumento dos preços da energia, dos alimentos e dos serviços básicos.

Outras grandes mobilizações ocorreram em cidades norte-americanas como Washington, Minneapolis, Chicago ou Los Angeles.

De igual modo, no México e em diversas capitais de países da Europa milhares de cidadãos expressaram, em participadas mobilizações populares, a rejeição das políticas dos EUA.

Em Roma, sob o lema «Sem Tiranos», um protesto juntou cerca de 300 mil participantes, que contestaram as políticas da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

 



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