XIII AORV aponta rumo de reforço do PCP no distrito de Viseu
A Organização Regional de Viseu do PCP realizou, no dia 11, a sua XIII assembleia, sob o lema «Com iniciativa, Reforçar o Partido, Responder às exigências do presente e futuro». Paulo Raimundo acompanhou os trabalhos, salientando, na sua intervenção, as possibilidades de reforço do Partido no distrito.
Militantes do distrito de Viseu têm razões acrescidas para avançar no reforço do Partido
«De pés bem assentes na terra e conscientes das condições em que intervimos, hoje temos razões acrescidas para sairmos daqui com redobrada confiança de que não só é necessário, como é possível um PCP mais forte», salientou o Secretário-Geral. «Um PCP mais forte», evidenciou, significa «uma vida melhor para a população do distrito». Paulo Raimundo falava no encerramento da XIII Assembleia da Organização Regional de Viseu (AORV), que se realizou no salão do IPDJ.
«Aqui estamos com iniciativa, a reforçar o Partido e a responder às exigências do presente e do futuro», frisou, valorizando todo o processo de preparação que a antecedeu. «Esta assembleia que agora encerramos não se iniciou hoje. Na realidade, começou há quatro anos atrás», observou, e «esteve presente na intensa iniciativa destes últimos anos, esteve nas lutas desenvolvidas nos locais de trabalho, da população por mais e melhores serviços públicos e em cada acto eleitoral».
Reforço
«Os trabalhadores, a população, agricultores, comerciantes e pequenos empresários, os estudantes e a juventude do distrito de Viseu precisam que o seu Partido seja mais forte, para cumprir o seu papel de mobilizador para a luta pelas soluções que se impõem», afirmou.
«É um trabalhado de grande exigência», admitiu, constatando que para isso é preciso que «cada um, dentro das suas possibilidades, dê mais um pouco, mais um esforço, mais uma tarefa que possa agarrar». Não para «concentrar tudo nas suas mãos, mas para abrir caminho para aquilo que precisamos mesmo: mais gente organizada, mais militantes, mais pessoas com responsabilidades». «É esse o caminho que precisamos de traçar», salientou.
Para além do Secretário-Geral, na assembleia participaram Octávio Augusto e Alexandre Araújo, membros dos organismos executivos do Comité Central, e José Augusto Esteves, da Comissão Central de Controlo.
Discussão ligada à vida
Na XIII AORV esteve presente a vida de quem vive, trabalha e intervém no distrito viseense: falou-se da luta dos trabalhadores na região e a sua grande adesão à última greve geral, da situação das mulheres que continuam a receber salários abaixo da média, e das dificuldade de acesso à saúde. Das condições de vida dos reformados e pensionistas, do pobre estado da educação na região e das condições de trabalho dos professores, das lutas dos jovens estudantes e do acesso à fruição e produção cultural. Não faltaram relatos de experiências pessoais – que enriquecem a reflexão colectiva –, do dia-a-dia de uma trabalhadora do sector têxtil, às dificuldades vividas no sector automóvel. Do abaixo-assinado dinamizado junto da população de São Pedro do Sul – exigindo a contratação de mais profissionais de saúde –, às dificuldades dos pequenos viticultores que conseguiram, depois de muitos anos de luta, recuperar a Casa do Douro. Deu-se ainda conta da intervenção eleitoral e institucional, de que é exemplo o trabalho na Junta de Freguesia de Moimenta da Beira, gerida pela CDU.
Estiveram igualmente presentes elementos ligados à organização partidária, essenciais ao seu funcionamento, reforço e implantação junto da população: discutiu-se o papel da imprensa partidária e da propaganda e analisou-se o impacto da ofensiva ideológica. Ajuizou-se a importância da independência financeira do Partido, essencial, por sua vez, à sua independência política. Escutaram-se os exemplos de novos militantes e o andamento do processo de entrega do novo cartão de militante.
«A realização desta Assembleia tem a marca do trabalho colectivo que caracteriza o funcionamento do nosso Partido. Tem a alegria que marca a nossa luta, a força das ideias que, por via da acção, transforma dificuldades em possibilidades, debilidades em potencialidades e fragilidades em energia para continuar», caracterizou Filipe Costa, membro do Comité Central e responsável pela Organização Regional de Viseu, na intervenção de abertura.
Moções aprovadas
Ao longo dos trabalhos da Assembleia foram discutidas e aprovadas, por unanimidade, duas moções. Na primeira, 50 anos – A Constituição da República Portuguesa, a AORV comprometeu-se com a defesa do texto fundamental da democracia portuguesa e com os seus valores progressistas. Na segunda, Contra o imperialismo e a guerra, pela Paz, os comunistas do distrito de Viseu solidarizam-se com todos os trabalhadores que, em todo o mundo, resistem ao imperialismo e reafirmam o seu compromisso na luta pela solução pacífica dos conflitos.
Discussão profunda, organização pronta a intervir
A proposta de Resolução Política colocada à apreciação e votação dos delegados à XIII AORV foi aprovada por unanimidade no final dos trabalhos. Todos os militantes foram chamados a participar no debate preparatório que envolveu a realização de dez assembleias plenárias, bem como reuniões nas comissões concelhias de Mangualde, Viseu, Armamar, Lamego e Lafões, e noutros organismos, como na célula da União dos Sindicatos de Viseu, na DORV e no seu Secretariado.
Este amplo processo de discussão traduziu-se na apresentação de diversas propostas de alteração e no melhoramento significativo da resolução, documento que reflecte um conhecimento aprofundado dos problemas do País e região. Com numerosas propostas que vão de encontro às aspirações da população, a Resolução Política da XIII AORV constitui-se numa importante ferramenta de trabalho e intervenção do Partido na região durante os próximos anos.
Na assembleia estiveram presentes 69 delegados, com uma média de idades de 57 anos (tendo o mais novo 17 anos e o mais velho 92) e uma percentagem de mulheres de 29 por cento.
Já a nova DORV é composta por 34 militantes, com 11 camaradas que integram o organismo pela primeira vez. Serão estes os militantes que dirigirão a actividade do Partido na região durante os próximos anos.




