É urgente recuperar o projecto de Abril

No dia 19, realizou-se em São João da Talha, Loures, um almoço comemorativo do 25 de Abril. Paulo Raimundo, presente na iniciativa, salientou o compromisso do PCP no combate pelo «País de Abril que é urgente recuperar».

Se o projecto de Abril fosse cumprido, o povo e o País estariam melhores

Foram várias as razões que levaram os comunistas e muitos amigos àquele almoço comemorativo da Revolução de Abril promovido pelo PCP, afirmou Paulo Raimundo: as conquistas, os muitos direitos, as melhorias da qualidade de vida que Abril significou para o povo, mas também a «firme e inabalável convicção» de que um povo unido e consciente da sua força foi e é capaz de levar por diante as maiores realizações. «Uma força e acção colectiva que foi capaz de se libertar do fascismo, acabar com a guerra e trilhar um caminho de progresso, desenvolvimento, soberania e paz», salientou.

«Sim, Abril é tudo isto, e é não só uma página maior da história deste povo, mas sobretudo uma referência incontornável para o presente e futuro de um País que se quer de progresso, desenvolvido, justo e soberano, só possível com Abril e nunca contra o seus valores», constatou o Secretário-Geral, que discursou perante uma sala cheia, no Pavilhão José Gouveia, após o almoço.

Para além de valorizar a revolução, o seu impacto positivo na vida dos portugueses e no País, Paulo Raimundo não se poupou nas críticas que dirigiu aos responsáveis pela «política da contra-revolução, do confronto, desrespeito, incumprimento e subversão da Constituição». «Aqui estamos para denunciar que se o País está hoje como está e a maioria enfrenta vidas difíceis, isso não é por culpa da Revolução nem da Constituição», acrescentou. Resulta sim, explicou, de «opções políticas em confronto com o caminho que Abril abriu», concretizadas, nesta fase, pelo «Governo de turno do PSD e CDS, com o apoio do Chega e da IL, com a cumplicidade do PS».

Antes de terminar, dirigiu ainda a sua atenção à Constituição da República Portuguesa (CRP), valorizando-a e salientando que, apesar de todos os golpes sofridos, continua a ter as «respostas para enfrentar as dificuldades e os problemas de cada um e para pôr o País a andar para a frente». «Se a CRP tivesse sido cumprida, o povo e o País estariam melhores», afirmou.

Juventude quer Abril

Antes do Secretário-Geral, usou da palavra Estefênia Rebelo, da JCP, que sublinhou a grande disponibilidade dos jovens – trabalhadores e estudantes – para lutar pelos seus direitos e aspirações. O passado mês de Março, recordou, foi exemplo disso: mais de 110 acções de luta em que participaram os estudantes do ensino secundário; o Dia Nacional do Estudante, 24 de Março, em que milhares de estudantes se «uniram pelo fim da propina»; e o dia 28, Dia Nacional da Juventude, em que os jovens trabalhadores rejeitaram, novamente, o pacote laboral.

Fernanda Santos, membro da Comissão Concelhia de Loures, destacou os diversos combates em que os trabalhadores e a população do município se têm envolvido: da luta por mais médicos de família, pelo direito à habitação, e nas empresas do concelho por melhores salários e direitos, como na Fima-Olá, na ValorSul, na Hovione ou nas autarquias locais.

No almoço estiveram também presentes Gonçalo Tomé, membro do Comité Central e responsável pela concelhia, e Ricardo Costa, da Comissão Política.

 



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