Determinação reforçada em Cuba para combater a agressão dos EUA
Cuba denuncia as novas medidas de recrudescimento do bloqueio económico, financeiro, comercial e energético impostas pelos EUA e alerta que esta agressão só alcançará o efeito destrutivo que pretende se os países soberanos e independentes se deixarem intimidar pela administração norte-americana.
«As sanções adicionais ao cerco económico agravam a situação já difícil que o nosso país enfrenta, na mesma medida que fortalecem a nossa determinação de defender a pátria, a revolução e o socialismo»
O Primeiro Secretário do Partido Comunista de Cuba e Presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel, repudiou as medidas adicionais contra o país anunciadas recentemente pela administração norte-americana e assegurou que essa hostilidade fortalece a determinação do povo cubano de defender a pátria.
«O nosso povo já conhece a crueldade das acções do governo dos EUA e da sanha com que é capaz de atacá-lo», manifestou Miguel Díaz-Canel, acrescentando que o povo cubano compreende, assim como entende o resto do mundo, que as medidas de Washington são uma agressão unilateral contra um país e um povo cuja única ambição é viverem em paz e serem donos do seu destino, sem a interferência perniciosa do imperialismo norte-americano.
«As sanções adicionais ao cerco económico agravam a situação já difícil que o nosso país enfrenta, na mesma medida que fortalecem a nossa determinação de defender a pátria, a revolução e o socialismo», sublinhou.
«Genocídio dos EUA contra povo de Cuba»
Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano (Minrex) rejeitou nos termos mais enérgicos a ordem executiva emitida a 1 de Maio pela Casa Branca, que recrudesce o bloqueio económico, financeiro e comercial. Num comunicado, a chancelaria cubana condenou a decisão do Departamento do Tesouro de incluir mais duas empresas cubanas na lista de entidades sancionadas. Trata-se, garante, de um acto de agressão económica implacável, que multiplica os efeitos extraterritoriais do bloqueio, com a potencial aplicação de sanções secundárias contra empresas, bancos e entidades estrangeiras, inclusivamente se os seus negócios nos EUA não têm relação com Cuba.
A medida, acrescenta, obstaculizará ainda mais o funcionamento da economia cubana, que já enfrenta desde o passado dia 26 de Janeiro os efeitos nefastos do bloqueio petrolífero que paralisou as exportações de combustíveis para Cuba.
Os EUA, actuando como “polícia mundial” e em franca violação do direito internacional e das normas elementares de comércio, atacam «de maneira explícita e directa a faculdade soberana de todos os Estados que tenham ou desejem manter relações económicas, comerciais e financeiras com Cuba», refere ainda o Minrex. O comunicado menciona, em particular, que autoridades norte-americanas, desde logo o Secretário de Estado Marco Rubio, tratam de impor a todos os países e organizações internacionais, pela via da chantagem e da intimidação, que se submetam e acatem o bloqueio que os EUA impõem a Cuba. Sublinha também que nenhum país fica isento desta ameaça de estender o genocídio contra o povo cubano, tentando forçar o isolamento de Cuba do cenário económico e financeiro internacional.
Nesse sentido, alerta que esta agressão contra a economia e o povo cubano só alcançaria o efeito destrutivo que se propõe se os países soberanos e independentes se deixassem amedrontar e intimidar pela administração norte-americana.
O texto recorda que a maioria dos Estados do mundo se opõe e condena, historicamente, o genocídio que se comete contra o povo de Cuba pelo governo dos EUA. A propósito, denuncia o carácter criminoso destas medidas de agressão visando forçar a rendição pela fome e o desespero do povo cubano e a tratar de gerar uma catástrofe social, económica e política à escala nacional. Repudia ainda a intenção do governo dos EUA de construir um cenário de crise humanitária para justificar acções mais perigosas, incluindo uma agressão militar.
«Cuba continuará a denunciar o bloqueio.» Do mesmo modo, Cuba insta os países do mundo «a enfrentar este ataque que constitui uma perigosa escalada na ânsia norte-americana para exercer o domínio e por controlar os destinos de Cuba, violando a independência e a soberania de todos os Estados», enfatiza o comunicado.




