«Lei não fica à porta» do BNP Paribas

O SINTAF acusa a administração do BNP Paribas, em comunicado datado de dia 6, de promover «acções repressivas». A denúncia prende-se com as «ameaças verbais» dirigidas pelo banco aos trabalhadores que aderissem à greve decretada para 17 de Abril, «dizendo que era ilegal e que iria marcar faltas injustificadas», afirma o sindicato da CGTP-IN.

O BNP, aponta o SINTAF, acabou por justificar as faltas. Mas, em vez de utilizar a verdadeira justificação («motivo de greve»), terá registado os trabalhadores estavam autorizados a «gozar de uma falta justificada».

«À administração dizemos que a lei não fica à porta», destaca o sindicato, que recorda práticas do banco para «limitar os poucos meios que os trabalhadores têm para fazer valer os seus justos interesses», como os adiamentos «arbitrários» da negociação de um novo acordo de empresa ou os «bloqueios» à actividade sindical.

«Respeito, dignidade, direitos»

No comunicado, o SINTAF denuncia o pacote laboral, que aprofundará ainda mais a falta de direitos. A imposição do banco de horas, a normalização do outsourcing e a legalização dos despedimentos sem justa causa são alguns dos principais receios expostos pelo sindicato em relação ao banco.

Contra o medo, Paulo Raimundo sublinhou, numa acção de contacto à porta do BNP, no dia 5, a coragem para lutar pelo seu futuro e contra o que «seria a selva se o pacote laboral fosse por diante».

«Não se está a pedir nada de extraordinário. Está-se a pedir respeito, dignidade, direitos», garantiu.

 



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