Gratuitidade de transportes no Porto exige reforço da oferta
A Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) pronunciou-se, recentemente, sobre a gratuitidade dos transportes públicos na área metropolitana portuense, advertindo que não pode ser «tratada como uma medida isolada», desligada da realidade concreta da região. O problema central que hoje afecta milhares de utentes não é apenas o preço, salienta o organismo, mas sim a «falta de oferta, sobrelotação, insuficiência de horários, degradação das condições de conforto e falta de articulação entre modos de transporte».
Num sistema já sub-dimensionado, «anunciar a gratuitidade sem reforçar a oferta comporta riscos sérios», salienta a DORP em comunicado.
O PCP entende que o caminho da progressiva gratuitidade deve ser feito com responsabilidade, com financiamento público estável que advenha do Orçamento do Estado e não de autarquias com condições financeiras díspares, que reforce a oferta com mais autocarros, carruagens, motoristas e trabalhadores, com mais frequência e melhor articulação entre STCP, Metro e CP.
Foi por este motivo, justifica a DORP, que a CDU se absteve, na Assembleia Municipal do Porto, no dia 4, perante esta proposta: «não por se opor à gratuitidade, mas porque a medida foi colocada sem as garantias necessárias».




