Chega escolhe ocultar terrorismo de extrema-direita

No dia 20, Paula Santos acusou o Chega de pretender «ocultar a acção terrorista bombista», de 1975-77, contra a democracia. «Muito pelo contrário: o deputado André Ventura apoia».

A denúncia surgiu no debate sobre projectos de diversas bancadas acerca da desclassificação de documentos sobre a actividade terrorista e bombista no pós-25 de Abril. Entre estes, destaque para o do Chega, que refere apenas a «organização terrorista de extrema-esquerda FP-25», e ignora o terrorismo da reacção, ao contrário das iniciativas de BE e Livre, a que o PCP não se opôs (aprovou a baixa à comissão da primeira e absteve-se na segunda).

«O terrorismo bombista das organizações de extrema-direita, que não se conformavam com Abril e ambicionavam o regresso à ditadura (MDLP, ELP, Movimento Maria da Fonte, FLA e FLAMA), elegeu o PCP como alvo político principal a liquidar», assinalou.

O agendamento do Chega, afirmou, não só ignora estas estruturas, como «é parte da operação de subversão dos factos e acontecimentos, manipulação e mentira».

A deputada aproveitou para clarificar a posição de sempre do PCP em relação às FP-25: «Condenámos e condenamos a sua actuação».

 



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