Um facínora
A aliança Israel/EUA acumula crimes de guerra. Escolas, universidades, centros de saúde, hospitais são alvos sistemáticos. Em Gaza trata-se de arrasar tudo – 91% das escolas e a totalidade das universidades atingidas (Maio 2025), 735 instalações de saúde (Junho 2025) –; no Irão a barbárie é especificamente terrorista. Do bombardeamento da escola de Minab («cerca de 180 mortos, na maioria meninas», UNICEF) ao ataque de há dias junto ao hospital Shahid Baghael, onde crianças recebem tratamento oncológico. Se o genocídio sionista argumenta com a Bíblia, responsáveis políticos EUA proclamam que toda a barbárie é necessária à sua “defesa”.
Ouça-se Hegseth – o secretário da guerra – no seu livro “Modern Warriors” (“Guerreiros Modernos”, 2020). Interroga: «Devemos respeitar as Convenções de Genebra?», e responde: «Durante décadas, os Estados Unidos opuseram-se a qualquer presunção do direito internacional de que «pessoas ou objectos em zonas de combate são civis» […] «Se os nossos guerreiros são forçados a seguir regras arbitrárias e solicitados a sacrificar mais vidas para que os tribunais internacionais se sintam melhor consigo próprios, não será melhor ganharmos as nossas guerras de acordo com as nossas próprias regras?» […] «Mas se vamos enviar os nossos rapazes para combater — e devem ser rapazes —, precisamos de lhes dar carta branca para vencerem. Precisamos que sejam os mais implacáveis. […] Os mais avassaladoramente letais que puderem ser. Temos de quebrar a vontade do inimigo. As nossas tropas cometerão erros e, quando o fizerem, devem beneficiar da dúvida de forma esmagadora.»
Este facínora é hoje o chefe do Pentágono.
E como nos actuais EUA a tragédia anda lado a lado com a farsa, Hegseth veio informar que os militares serão objecto de análise ao nível de testosterona. Sem ela as tropas EUA não se mantêm «fortes, resilientes e capazes», com «máxima prontidão psicológica e mental».




