Breves
Banco Vaticano suspeito de branqueamento

A justiça italiana suspeita de que o Instituto de Obras Religiosas (IOR), banco do Vaticano, está envolvido em operações de branqueamento de capitais. Segundo o diário La Repubblica (21.09), a procuradoria já abriu um inquérito, que poderá implicar outras dez instituições financeiras do país, incluindo os gigantes do sector Intesa, San Paolo e Unicredit.

Concretamente, a justiça apurou que o banco do Vaticano dispunha de contas anónimas noutras entidades, identificadas apenas com a sigla IOR. Numa dessas contas «transitaram cerca de 180 milhões de euros em dois anos» escreve o citado diário, referindo que os investigadores admitem que o IOR possa ter sido utilizado como cobertura para diferentes delitos, designadamente fraude e evasão fiscal.

Recorde-se que já em 1981 o IOR esteve no centro do escândalo do Banco Ambrosiano, do qual era o principal accionista, cuja falência revelou que a instituição reciclava dinheiro da máfia siciliana, numa teia de relações com a loja maçónica P2 e os serviços da CIA.


Alemanha expulsa ciganos

Ao abrigo de um acordo com o Kosovo, que entrou em vigor no dia 1 deste mês, a Alemanha irá expulsar 13 mil refugiados kosovares, dos quais 8500 são de etnia cigana.

Embora se trate de expulsões «negociadas» ao nível de governos, a verdade é que a maioria dos visados instalou-se naquele país há cerca de dez anos, onde os filhos nasceram e se escolarizaram.

Organizações humanitárias denunciam estas expulsões, notando que milhares de pessoas são condenadas a regressar a um território que abandonaram devido à guerra e são forçadas a viver em condições de miséria.


Polícias romenos em protesto

Cerca de cinco mil polícias manifestaram-se, dia 24, frente à sede do governo, contra uma redução de 25 por cento dos seus salários, e exigiram a demissão do presidente Basescu. Na sequência do protesto, o ministro da Administração Interna, Vasile Blaga, apresentou, dia 28, a sua demissão: «Trata-se de uma questão de honra», afirmou.