Ânimo à luta na <i>Groundforce</i>

Numa moção, aprovada por unanimidade, e nas intervenções de Jerónimo de Sousa e Rui Fernandes, entre outras, foi condenado o despedimento colectivo de mais de três centenas de trabalhadores da SPdH/Groundforce, com o encerramento da escala de Faro daquela empresa de handling do Grupo TAP. Ao mesmo tempo, foi reafirmada a solidariedade do PCP e os trabalhadores foram incentivados a manterem a resistência na defesa dos postos de trabalho.

Perante a importância nacional deste caso, o PCP emitiu mesmo uma nota, exigindo do Governo o fim do despedimento colectivo. Divulgada pelo Gabinete de Imprensa do Partido no dia 2 de Dezembro, a nota começa por referir que o encerramento, a 30 de Novembro, do processo negocial obrigatório sobre o despedimento colectivo veio confirmar uma decisão que, «lesando gravemente os trabalhadores, não serve a empresa, não serve o Algarve, não serve o sector aéreo e não serve o País». A decisão da empresa é também do Governo PS, já que «este e outros actos de “gestão” são inseparáveis das medidas que estão a ser impostas às empresas públicas, designadamente às empresas do sector, com a obrigatoriedade de reduções de 15 por cento nas suas despesas».

«Este despedimento colectivo é uma peça de uma política mais vasta, decidida no plano da União Europeia mas executada pelo Governo português, visando a liberalização do sector aéreo, servindo assim a concentração monopolista à escala europeia e a intensificação da exploração dos trabalhadores, ao mesmo tempo que impõe a destruição do aparelho produtivo e da soberania nacional de países como o nosso», assinala o Partido. E recorda que, «num momento em que o Governo se prepara para ir mais longe na liberalização de todo o sector aéreo, o exemplo do handling aeroportuário, cuja desestabilização se iniciou exactamente com a aplicação das directivas liberalizantes da União Europeia, deveria motivar a travagem do processo».

Há ainda «riscos particularmente graves para o Algarve, já que as opções políticas em curso levarão a colocar o Aeroporto de Faro completamente nas mãos das low cost europeias».

O PCP exige do Governo:

- o fim deste processo de despedimento colectivo, que além das consequências sociais e humanas, implicará para o Estado uma despesa de 30 milhões de euros, com o único objectivo de facilitar a privatização do sector;

- o abandono do actual caminho liberalizador, a concretização das medidas reivindicadas pelos trabalhadores, para acabar com a concorrência predatória entre a Portway e a SPdH/Groundforce, e a concretização de uma gestão integrada do sector aéreo, virada para o serviço dos interesses nacionais e para a dinamização da actividade económica do País.



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