Êxito confirmado

«Um êxito» foi como o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa classificou a participação dos trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda na greve geral. Recordando que a luta parou máquinas e muitas secções na empresa, o sindicato da CGTP-IN avisou que «os trabalhadores devem manter e reforçar a sua unidade, porque em breve serão chamados a intervir em defesa dos seus direitos, contra o congelamento dos salários e das progressões, e pelo direito à negociação colectiva». «A administração continua a boicotar a negociação da revisão do Acordo de Empresa, tendo deixado passar o prazo de 30 dias, sem que tenha apresentado aos sindicatos qualquer proposta alternativa às reivindicações dos trabalhadores», esclareceu o sindicato.

 

Coragem no Tejo

 

Saudando os trabalhadores que «com muita coragem, determinação e sacrifícios pessoais» participaram na greve geral, a Comissão de Trabalhadores da Transtejo revelou, num comunicado, que, na véspera da luta, algumas chefias «tentaram coagir e incitar» trabalhadores a recorrerem ao uso de um dia de folga ou de férias, «chegando tais criaturas ao topete de registar se os trabalhadores estavam ou não solidários com a greve geral». Em consequência, dezenas de trabalhadores manifestaram, junto da CT, a sua repulsa por tal comportamento «da empresa e seus agentes» que, desta forma, pretenderiam desvalorizar a força da greve, apesar de não terem circulado quaisquer barcos a transportar passageiros.

Considerando que «é tempo de uma efectiva mudança de rumo» e lembrando que «as mudanças não se fazem de um dia para o outro», a CT da TT salientou que «elas fazem-se dando continuidade à acção e à luta».   

 

A maior

 

Os milhares de trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa que participaram na greve geral fizeram desta «a maior, desde que há memória no Portugal de Abril», considerou, em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa. Destacando as adesões de mais de 90 por cento no sector de limpeza urbana e nas oficinas de Olivais II e III; de mais de 75 por cento no edifício central do Campo Grande; de mais de 80 por cento no edifício municipal do departamento de desporto; o encerramento do Padrão dos Descobrimentos, do Museu do Fado, do Castelo de São Jorge e do Museu da Marioneta, o STML/CGTP-IN considerou que, com a força deste protesto, os trabalhadores também reprovaram as intenções da Câmara, de maioria PS, de desmantelar serviços públicos municipais.



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