«Usem o voto para dizer da vossa indignação e do vosso protesto»
Idosos, pobres e desempregados
O direito a viver melhor

Os mais idosos têm direitos depois de uma vida inteira de trabalho, salientou Francisco Lopes durante uma visita à instituição de solidariedade social Inválidos do Comércio, em Lisboa, na segunda-feira.

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Nada obriga a que os idosos venham a viver pior em 2011. Esta é a opinião do candidato comunista expressa na segunda-feira durante a visita à Casa de Repouso Alexandre Ferreira, no Lumiar. Para Francisco Lopes, o congelamento do valor das reformas associado aos aumentos do IVA e do preço do pão, da electricidade, do gás e de outros bens e serviços essenciais provocarão inevitavelmente o agravamento das condições de vida daqueles que já hoje subsistem com enormes dificuldades, como é o caso dos idosos.

Ao mesmo tempo, acusou, há imensos recursos financeiros a ser canalizados para engordar os lucros da banca e dos grandes grupos económicos. É precisamente devido a esta opção política de fundo de favorecimento dos mais poderosos que se agrava o desemprego, a pobreza e a exclusão.

À imprensa, Francisco Lopes não deixou de valorizar a obra meritória de instituições como os Inválidos do Comércio no apoio aos mais idosos, muitas vezes sem os apoios de que precisariam para melhor cumprirem a sua função. Durante a visita, guiada pelo presidente, vice-presidente e outros dirigentes da instituição, o candidato comunista pôde constatar o enorme esforço feito pelos 270 trabalhadores e técnicos de saúde ao nível dos cuidados médicos e sociais prestados a mais de 300 utentes. E teve oportunidade de verificar a qualidade das instalações e dos serviços ali prestados, entre os quais se contam a fisioterapia, a psicologia e os cuidados continuados.

O presidente da direcção, Vítor Damião, manifestou as suas preocupações quanto ao financiamento dos Inválidos do Comércio, suportado na quase totalidade pelos utentes e por receitas próprias, nomeadamente as que provêm das rendas pagas pelos inquilinos das várias casas que a instituição possui. Mas estas são muito baixas e não cobrem o aumento das necessidades, acrescentou.

 

Não se calem!

 

No dia seguinte, após uma visita às instalações da Segurança Social no Areeiro, em Lisboa, Francisco Lopes manifestou a sua preocupação com o agravamento das condições de vida de largas camadas da população, sobretudo dos mais desfavorecidos. Aos jornalistas, o candidato comunista confessou ter tomado contacto com exemplos concretos das dificuldades com que cada vez mais portugueses vivem.

Como salientou Francisco Lopes, «muitas vezes se diz que todos vivemos acima das possibilidades, mas aqui está um exemplo de pessoas que vivem muito aquém daquilo que são as condições mínimas para se poder viver». Os trabalhadores desempregados «que viram acabar-se o subsídio de desemprego e que estão sem alternativa» são exemplo disto mesmo, realçou Francisco Lopes, tal como as famílias numerosas. Estas «situações de carência» mostram, na opinião do candidato, que o caminho que está a ser seguido, de corte nas prestações sociais – como o subsídio de desemprego, o abono de família ou as reformas – empobrece mais as pessoas.

Voltando a insistir na ideia de que a maioria empobrece ao mesmo tempo que imensos recursos são desviados para «onde não deviam», para a acumulação de lucros, Francisco Lopes considerou que tal obriga a que os mais altos responsáveis políticos do País «assumam uma postura diferente».

As eleições presidenciais, destacou o candidato, são uma oportunidade para os portugueses demonstrarem a sua indignação e protesto relativamente à situação do País. O voto nestas eleições, acrescentou, pode servir para afirmar um caminho novo: «Não se calem, usem o vosso voto para dizer da vossa indignação, do vosso protesto, da vossa exigência de mudança.»


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