<i>TAP</i> quer cortar nas tripulações

O PCP está a alertar os tripulantes de cabine da TAP para as previsíveis consequências das recentes decisões da administração em reduzir as tripulações. Esta medida surge embrulhada com o roubo dos salários do PEC 3, apesar de não ser assunto de competência do Governo mas sim de contratação colectiva, a negociar entre a empresa e os sindicatos.

No comunicado do Secretariado da célula do Partido na TAP, os comunistas apelam à mobilização dos trabalhadores para impedirem estas medidas. Além disso, acrescenta, a TAP «não envia a proposta, vai mandando umas cartas, o tempo vai passando e a ideia da inevitabilidade da redução vai eventualmente fazendo caminho».

O PCP realça que o presidente da TAP foi colocado nessa posição para privatizar a empresa, destruindo-a, e quer fazê-lo o mais rapidamente possível. É nessa estratégia de «privatização/destruição», afirma o PCP, que se insere esta tentativa de reduzir as tripulações de cabine – com a poupança de dezenas de milhões de euros por ano taparia dos «buracos» resultantes da privatização do handling e da aquisição da VEM e a empresa «tornar-se-ia bem lucrativa e os interessados na compra da TAP surgiriam».

Para os tripulantes de cabine sobraria o aumento das cargas de trabalho (para os que ficassem), o aumento do risco em termos de segurança de passageiros e tripulantes e o bloqueio da evolução das carreiras.



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