Investigação e desenvolvimento
China ultrapassará Europa

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, advertiu, no dia 10, que as dificuldades orçamentais na generalidade dos estados-membros ameaçam o investimento na inovação, que considerou uma das principais vias para ultrapassar a crise.

Rehn, que falava numa conferência em Bruxelas sobre o quadro estratégico comum para o financiamento da investigação e da inovação na UE, considerou que a melhoria da competitividade europeia e a capacidade de criar emprego e crescimento, «depende em larga escala da nossa capacidade para impelir a inovação. Precisamos de indústrias inovadoras, que apostem na investigação», disse, acrescentando «a inovação é o melhor garante do futuro modelo de vida da Europa».

Todavia a realidade mostra que o investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D) na UE não chega aos dois por cento do Produto Interno Bruto, muito aquém dos 2,77 por cento dos Estados Unidos e 3,44 por cento do Japão. E, como advertiu o comissário, a manter-se a tendência actual, a própria a China ultrapassará a Europa em termos de despesa em I&D já em 2014.

Alarmado com a situação, Rehn classifica este domínio como «prioridade chave na agenda política» e recomenda aos estados-membros que «a consolidação orçamental não pode concretizar-se à custa da despesa na melhoria do crescimento».

Note-se que Portugal, em 2009, apenas destinou uma percentagem de 1,66 por cento do PIB para a Investigação e Desenvolvimento, muito aquém sequer da média europeia.



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