Enfermeiros despedidos fazem falta

Ao decidir montar ontem uma tenda de campanha na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, em colaboração com as Comissões de Utentes da Cidade de Lisboa, pretendeu alertar para a ameaça de despedimento que paira sobre centenas de profissionais da generalidade dos agrupamentos de centros de Saúde e outras instituições públicas da Grande Lisboa.

Quando anunciou a acção, o SEP revelou que dos cerca de 900 enfermeiros que ali trabalham, 100 acumulam funções, e mais de uma centena tem contrato de trabalho em funções públicas com termo, havendo outros 100 que são subcontratados por empresas de prestação de serviços. Destes últimos «alguns já foram despedidos e outros têm o despedimento anunciado». A mesma 'sorte' espera 20 dos que têm os contratos com termo, confirmou o Ministério da Saúde ao sindicato.

Alertando para a degradação da qualidade dos serviços e para o abandono de programas de promoção da Saúde e prevenção da doença que estes despedimentos comportam, diminuindo o número de horas de cuidados de enfermagem prestados, o SEP salienta que nos centros de Saúde, para cumprir o rácio recomendado pela Organização Mundial de Saúde, faltam já cerca de mil enfermeiros.



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