Positivo?

As preocupações que o Grupo Transdev divulgou, sobre as implicações negativas que as alterações na legislação geral vão ter na vida dos trabalhadores, foram consideradas como um facto positivo pela Fectrans/CGTP-IN. «Se é genuína esta preocupação, impõe-se que de imediato seja assumida a decisão de manter o pagamento do trabalho extraordinário, como até aqui, e que as propostas a entregar no final do mês tenham em conta aquilo que escreveram», comenta a federação. Num comunicado de dia 9, aos trabalhadores da Rodoviária de Entre Douro e Minho, avisa-se, contudo, que tal posição não será «sincera», se naquela empresa surgirem propostas, como já aconteceu «noutras empresas do grupo, que preconizam «o aumento do horário de trabalho para 14 horas diárias (banco de horas), aumentos dos intervalos de descanso para três horas em dois períodos, introdução do princípio da disponibilidade do trabalhador fora do horário de trabalho, retirada de direitos e a manutenção dos baixos salários».

A Fectrans preveniu que, logo que seja conhecida alguma decisão da administração no sentido de baixar o valor do pagamento do trabalho extraordinário, discutirá de imediato com os trabalhadores a marcação de greve, «tal como tem feito noutras empresas». É que, «em muitos casos, a aplicação das regras do Código do Trabalho significa que o trabalhador tem que pagar para trabalhar num dia de descanso ou feriado».




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