Governo reiniciou o processo de diálogo com a oposição
Venezuela quer diálogo para paz e estabilidade

DIÁLOGO O Partido Socialista Unido da Venezuela saudou o processo de diálogo pela paz no país retomado pelo governo com forças da oposição agrupadas na auto denominada Mesa de Unidade Democrática.

Representantes do governo e da oposição da Venezuela reuniram-se nos dias 13 e 14 na República Dominicana «para explorar mecanismos para o reinício do diálogo entre ambas as partes, com o objectivo de alcançar acordos para a paz política, económica e social do país», informa de Caracas a agência noticiosa AVN.

Espera-se que, na «fase inicial de um novo e eventual processo de diálogo entre as partes», as conversações recomecem no dia 27. Foi já acordada uma agenda de seis temas fundamentais para a paz e o principal é o apoio à soberania da República Bolivariana da Venezuela e a rejeição de qualquer agressão imperial.

Jorge Rodríguez, dirigente do PSUV ligado ao processo, revelou que outro dos pontos agendados é o cronograma eleitoral, na perspectiva da realização de eleições presidenciais em 2018.

«Abraços» e «bofetadas»

O presidente dos Estados Unidos, Donaldo Trump, reiterou o seu apelo para «aumentar as pressões» contra a Venezuela visando conseguir o que considera a «restauração plena» da democracia.

«Estamos preparados para desencadear acções se o governo da Venezuela persistir no caminho de impor a sua autoridade sobre a gente desse país», garantiu Trump. As declarações foram feitas pouco antes de uma reunião com presidentes da América Latina presentes na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

O ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, respondeu a Trump que «da Venezuela falam os venezuelanos» e disse, dirigindo-se aos participantes do encontro: «Que se reúnam a falar sobre as suas relações bilaterais, sobre os muros que querem construir no mundo, sobre as guerras que querem atear».

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, revelou aos jornalistas que já tinha dado uma vista de olhos no discurso de Trump perante a Assembleia Geral e que haveria «abraços» para alguns presidentes e «bofetadas» para outros.




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