A evolução tecnológica não altera a natureza do capitalismo
Revolução tecnológica debatida em Évora

REFLEXÃO Inserido nas comemorações do segundo centenário do nascimento de Karl Marx, que se assinala este ano, o PCP promoveu um colóquio em Évora sob o lema «Trabalho e Revolução Tecnológica».

Organizada pelo Sector Intelectual de Évora do Partido, a iniciativa realizada nas instalações da Universidade despertou o interesse de largas dezenas de pessoas, que não só marcaram presença como colocaram questões, reflexões e opiniões que muito a enriqueceram. As intervenções iniciais estiveram a cargo do engenheiro Francisco Silva (Trabalho e Revolução das Tecnologias), o sindicalista Tiago Aldeias, dirigente da União dos Sindicatos do Distrito de Évora (A indústria 4.0, a economia circular e a valorização dos trabalhadores), o professor da Universidade de Évora, Manuel Branco (Trabalho: alienação ou direito), e o professor jubilado António Avelãs Nunes (Marx e a compreensão do nosso tempo).

Diferentes nas temáticas e pontos de vista, as intervenções e as contribuições da assistência confluíram na ideia de que o avanço tecnológico tem um imenso potencial para melhorar a vida dos trabalhadores e dos povos, mas para tal tem que ser acompanhados pelo progresso social, o que só pode ser assegurado pelo desenvolvimento da luta de classes. Caso contrário, esses avanços servirão apenas para promover uma ainda maior concentração da riqueza e o aumento dos índices de exploração. Tal como no tempo de Marx, a superação do capitalismo apresenta-se hoje como necessidade histórica.

A natureza do capitalismo, que não se altera com o avanço tecnológico, fica cada vez mais evidente com a extraordinária concentração e centralização do capital que marca a actualidade.

Ficou ainda clara a actualidade e premência da obra de Marx para a compreensão da evolução da sociedade até aos nossos dias e sobre as questões que se colocam para a sua transformação.



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