Casino da Póvoa devia reintegrar já

«Nada impedia que a Varzim Sol reintegrasse os trabalhadores, mesmo que pudesse recorrer da sentença», comentou Francisco Figueiredo, o dirigente do Sindicato da Hotelaria do Norte que, anteontem à tarde, acompanhou os trabalhadores do Casino da Póvoa que se apresentaram na empresa, depois de o despedimento colectivo ter sido declarado ilícito pelo tribunal.

O despedimento de 21 trabalhadores ocorreu em 2014 e a sentença do Tribunal de Trabalho de Barcelos foi conhecida no passado dia 7. Os trabalhadores decidiram apresentar-se ao serviço, para que fosse dado cumprimento à decisão judicial, mas a empresa não permitiu que retomassem os postos de trabalho, alegando que está pendente um recurso.

Esta atitude patronal constitui «uma afronta aos trabalhadores, ao tribunal e à sociedade poveira» e «é uma manifestação de insensibilidade social, que visa vergar os trabalhadores pela fome, para fazer acordos miseráveis», acusou o dirigente, citado pela agência Lusa. Retardar a reintegração «representa uma tentativa de manter um clima de intimidação e medo no Casino da Póvoa», sublinhou Francisco Figueiredo, defendendo que «esta sentença muito dificilmente será revertida pelo Tribunal da Relação».

Os trabalhadores garantiram que não vão desistir de recuperar os postos de trabalho.

 



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