Luta nos supermercados

Os trabalhadores dos super e hipermercados e o CESP/CGTP-IN prosseguem as acções junto de estabelecimentos das principais marcas da grande distribuição, por melhores salários e em defesa dos direitos que, através da associação patronal APED, as empresas pretendem eliminar do contrato colectivo.
No dia 11, sexta-feira, teve lugar uma iniciativa no exterior da loja Modelo Continente, na Tapada das Mercês (Sintra). Num folheto distribuído a cada cliente, explica-se que «os trabalhadores que diariamente o atendem, com sorrisos e simpatia, trabalham muito e recebem mal» e que, enquanto nos últimos oito anos «os lucros das empresas subiram muitos milhões», os salários dos operadores de loja aumentaram 12,29 euros: de 614,50, em 2010, para os actuais 626,79 euros.
Na negociação com o sindicato, o Continente e demais empresas exigem a redução do valor do trabalho suplementar, para negociarem aumentos salariais, num processo que se arrasta desde 2016.
No folheto apela-se à solidariedade dos clientes com a luta dos trabalhadores, expressando-a no livro de reclamações da loja, em mensagens para a APED ou através das páginas das empresas nas redes sociais.

Greve aos feriados

Pelo devido pagamento do trabalho prestado em dias feriados, o CESP convocou greve em todos os estabelecimentos da cadeia El Corte Inglés. A paralisação abrange o trabalho normal em dia feriado e prolonga-se até 30 de Junho.
As horas trabalhadas em dias feriados devem ser pagas com acréscimo de 200 por cento (pelo trabalho prestado e pelo descanso não tido), de acordo com o contrato colectivo, afirma o sindicato, lembrando que noutras empresas é respeitada esta norma e explicando que não deve confundir-se com o trabalho em escala ao domingo.

 



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