Jornada de luta na UMP e misericórdias

A greve dos trabalhadores da União das Misericórdias Portuguesas e das santas casas de Misericórdia, no dia 25, sexta-feira, encerrou infantários, creches e centros de dia e fez-se sentir em muitas valências que funcionaram, revelou um dirigente sindical durante a concentração que, nessa tarde, teve lugar frente à sede da UMP, em Lisboa. António Macário, da federação da Função Pública (FNSTFPS), disse ainda que, devido à exigência de serviços mínimos, «em muitos casos, estão hoje mais trabalhadores de serviço do que num dia normal».

Esta jornada de luta foi convocada para dar força à exigência de aumentos salariais, numa altura em que cerca de dois terços dos mais de 45 mil trabalhadores (mulheres, na maioria) auferem o salário mínimo nacional, sem qualquer valorização da antiguidade e das carreiras profissionais.

Na concentração, antecedida de um desfile de protesto desde o Campo Pequeno, integrou-se também o Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

Numa carta-aberta entregue ao cuidado do presidente da UMP afirma-se que os trabalhadores «vão continuar em luta até que sejam reconhecidos os seus direitos e sejam valorizados os seus salários».

 



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