Incompreensível prolongamento do lay-off

Num contexto de reinício da actividade económica, com visível retoma da procura de transportes públicos, não se compreende que as empresas rodoviárias que operam na região de Lisboa mantenham trabalhadores com contratos supensos, como sucede no Grupo Barraqueiro, na Scotturb, Vimeca e Grupo Arriva, que inclui os TST, ou na Rodoviária de Lisboa.

Situação tanto mais inaceitável, acrescenta o Sector dos Transportes de Lisboa do PCP em comunicado, quanto se sabe que muitos trabalhadores estão a ser forçados a compensar o período de não laboração a título de um banco de horas inexistente na contratação colectiva. Isto depois de terem tido cortes salariais superiores a um terço por parte de operadores que têm lucrado milhões, os quais, em virtude do surto epidémico, receberam adiantadas as subvenções devidas até ao mês de Junho.

A organização do Partido denuncia ainda que as rodoviárias privadas de passageiros tardaram em assegurar as condições de segurança dos motoristas e dos utentes, e alerta que em muitos casos aquelas continuam por garantir, pelo que exige a intervenção do Governo e apela à luta para travar a ofensiva do patronato contra os direitos de trabalhadores e utentes.



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