Foram mais
os que fizeram greve do que
os que votaram no PSD e CDS
Unidade e resistência nos transportes
«Não nos intimidam!»

Na greve geral, em todas as intervenções registadas, «as forças policiais colocaram-se ao lado das administrações, numa clara protecção dos violadores da lei», denunciou a Fectrans/CGTP-IN.

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«Não nos intimidam, vamos continuar a lutar», responde a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, num comunicado em que aponta a acção policial nas estações da CP na Pampilhosa e no Rossio, na estação de Francos da STCP, na sede da Vimeca e nas estações da Carris na Pontinha, Musgueira e Miraflores.
A Fectrans nota que, no dia 14, fizeram greve «mais trabalhadores do que os votantes nos partidos que formam o Governo». Salientando o contributo dos trabalhadores do sector para o êxito e a visibilidade da greve geral, a federação regista que ocorreram fortes adesões nas empresas públicas e privadas. Assinala ainda que, convocada pela CGTP-IN, a greve geral teve a adesão de muitos trabalhadores e organizações não filiadas na central, «foi uma luta de todos, construída na base de uma ampla unidade na acção». A Fectrans apela à continuação dessa unidade, «numa resistência vigorosa às políticas de destruição do País e de empobrecimento dos trabalhadores».
Na Scotturb, a administração de Fernando César (que é também gerente da Vimeca) voltou à intimidação dos trabalhadores, encetando contactos para que alguns deles apresentem relatórios de avarias nas viaturas e imputem a responsabilidade à acção do piquete de greve de 3 de Outubro, acusou a Fectrans, que voltou a exigir a negociação do caderno reivindicativo.
Foi convocada greve para dias 4 e 5 de Dezembro. Até lá, uma delegação sindical irá realizar uma concentração, frente a um dos hotéis do Grupo Imorey, accionista da Scotturb, a quem já foi entregue uma exposição sobre o conflito laboral. No dia 1 tem lugar um plenário de trabalhadores, na delegação sindical do Algueirão.

Estivadores

Os estivadores e demais trabalhadores do sector marítimo e portuário vão manifestar-se hoje, frente à Assembleia da República. No hemiciclo, a partir das 15 horas, decorre a primeira votação da proposta de lei que pretende alterar o regime do trabalho no sector.
O protesto, promovido pela frente comum sindical que tem conduzido a luta contra a liberalização, a generalização da precariedade e a ameaça de despedimentos – com destaque para a série de greves iniciada a 17 de Setembro –, conta com a solidariedade das principais organizações internacionais do sector e vários portos europeus deverão paralisar entre as 13 e as 15 horas. Novas greves estão convocadas, de ontem a dia 4, incluindo-se aqui três dias de paralisação total, segundo adiantou à Lusa o presidente do Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul.
A Fectrans, que apoia esta luta e tem um seu sindicato filiado a participar na frente comum sectorial, divulgou um parecer em que condena a alteração legal, notando que a proposta do Governo já provocou um dos maiores conflitos laborais nos portos.




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