Solidariedade com o povo palestiniano!
A solidariedade é mais necessária do que nunca
No momento em que estas palavras são escritas, diversos órgãos de comunicação social repetem os números do horror: mais de 67 mil palestinianos foram mortos, dos quais mais de 20 mil são crianças. Mais de 169 mil feridos, dezenas de milhares dos quais com lesões para toda a vida. Mais de 51 mil crianças com menos de cinco anos sofrem de desnutrição grave. Mais de 1700 profissionais de saúde mortos e centenas detidos. 25 dos 38 hospitais e 103 dos 157 centros de saúde primários foram destruídos, enquanto os restantes funcionam parcialmente e em condições inenarráveis...
Estes são alguns dos números que expõem a barbárie que foi lançada sobre o povo palestiniano. Um crime com uma intenção abertamente assumida e que atinge tais proporções que configuram um autêntico genocídio.
Genocídio que é executado pelo regime sionista de Israel, com o apoio dos EUA e das potências da NATO e da União Europeia. Criminosa cumplicidade que, é necessário sublinhar, não pode ser omitida ou ocultada pelos que ingénua ou habilmente aludem às responsabilidades da dita “comunidade internacional” ou dos “governos”. Ao mesmo tempo que Israel continua a massacrar e a impor um desumano bloqueio à população palestiniana na Faixa de Gaza, estão a decorrer, de novo, conversações indirectas que partem de uma proposta inicialmente apresentada por países árabes e muçulmanos, mas cujo conteúdo foi posteriormente alterado pelos EUA e Israel, tentando ditar inaceitáveis termos e planos ao povo palestiniano.
A solidariedade com a Palestina é mais necessária do que nunca, nomeadamente a que está há muito a ser desenvolvida em Portugal. Ela tem-se traduzido em múltiplas e diversificadas acções e reivindicações, como as que têm vindo a ser protagonizadas pela campanha de solidariedade com o povo palestiniano “Todos pela Palestina! Fim ao genocídio! Fim à ocupação!”, que já agrega mais de 120 organizações portuguesas.
É urgente pôr fim ao genocídio. Um cessar-fogo imediato e permanente. O acesso irrestrito da ajuda humanitária. A retirada das forças militares israelitas da Faixa de Gaza, da Cisjordânia e de Jerusalém Leste. O regresso da população palestiniana às suas terras. A libertação dos detidos, por ambas as partes. A reconstrução das infra-estruturas na Faixa de Gaza. A criação do Estado da Palestina com as fronteiras anteriores a Junho de 1967 e capital em Jerusalém Oriental, e o cumprimento do direito ao retorno dos refugiados palestinianos, como determinam as resoluções das Nações Unidas. O fim das agressões de Israel a outros países no Médio Oriente, incluindo da ocupação dos seus territórios.
Para tal, é necessário que sejam contrariadas tentativas de colocar em causa os direitos do povo palestiniano, incluindo o direito de decidir soberanamente sobre o seu caminho, assim como prevenir que Israel, uma vez mais, venha deliberadamente a obstruir conversações ou a desrespeitar acordos que assinou, como se verificou com o cessar-fogo iniciado a 19 de Janeiro, brutalmente violado dois meses depois pelo regime sionista israelita. Só a firme e corajosa resistência do povo palestiniano, com o apoio de um amplo movimento de solidariedade internacional, pode obrigar Israel – que conta com o apoio dos EUA e das potências da NATO e da UE – a retroceder na sua criminosa política genocida, de ocupação e de colonização.




