Condições de vida pioram sem resposta do Governo
Lusa
Paulo Raimundo proferiu, no dia 8, em nome da bancada comunista, uma declaração política em que abordou a escalada galopante dos preços. «A vida está pior para todos aqueles para quem está a sobrar a factura da guerra».
O Secretário-Geral referiu o exemplo da subida de 50 cêntimos do preço do litro de gasóleo, «um aumento brutal e, como sempre, muito rápido», que a maioria dos portugueses não aguenta. «Ao mesmo tempo que há quem ganhe milhões com margens especulativas, essas margens que o Governo, mas também CH e IL, nunca querem tocar».
O Parlamento já rejeitou, entretanto, uma iniciativa do PCP que propunha um combate à especulação e controlo de preços de bens e serviços essenciais, com os votos contra de PSD, CH, PS, IL e CDS.
Mais uma pantomima
No mesmo dia, Alfredo Maia comentou a proposta do Executivo em baixar a taxa unitária do ISP como medida para conter a subida de preços. Como explicou, o PCP não se opõe a esta medida, apesar de ser um artifício típico de um pantomineiro: cria a ilusão de que vai resolver as dificuldades, mas não ataca verdadeiramente a raiz do problema.
«Os aumentos brutais não são só culpa da guerra ou dos impostos. São resultado de um modelo especulativo a que o Governo recusa pôr fim», afirmou. Por isso, considerou, é inexplicável que o Executivo insista em não «fixar preços máximos de venda não especulativos nos bens e serviços essenciais», impedindo que os grupos económicos lucrem em cima das dificuldades do povo.




