Sector de Empresas do Porto do PCP ruma ao seu próprio reforço
Por todo o Partido, de norte a sul e nas regiões autónomas, está em andamento a acção de reforço do Partido. O Avante! esteve à conversa com Rui Lopes, membro do Comité Central e responsável pelo Sector de Empresas e Sectores Estratégicos da Organização Regional do Porto (ORP), para perceber como estão a ser ali postas em prática as orientações definidas na resolução Um PCP mais forte. É preciso! É possível!.
«Conhecer melhor a organização que temos para projectar a que precisamos»
Reforçar a «intervenção e organização do Partido junto da classe operária e dos trabalhadores, nas empresas e locais de trabalho»: é este um dos objectivos traçados pelo Comité Central (CC). No distrito do Porto, no Sector de Empresas e Sectores Estratégicos da ORP, estão já a ser dados passos nesse sentido.
Diagnóstico
O Sector de Empresas e Sectores Estratégicos da ORP foi criado em 1998, contou Rui Lopes, ao traçar um profundo diagnóstico da organização. Hoje, abrange um conjunto de sectores – com 13 células ou organismos a funcionar – como a Educação, Segurança Social, Outros Ministérios; Portaria e Segurança; Sector Financeiro; Hotelaria; Comércio; Indústrias Eléctricas; Indústria Química; Metalurgia e Automóvel; Telecomunicações; Transportes; Gráficos; e Construção Civil. A estes somam-se ainda outros, como os Bancários; Seguros; Segurança Social; CTT; Super Bock; Ferroviários; Aeroporto; Centro de Contacto NOS; Centro de Contacto PT, Centros de Contacto; APPICO; e FICOCABLES – ainda que, em alguns casos, funcionem em plenário e de forma irregular.
A realidade desta organização, relata Rui Lopes, esteve muito marcada pelo esforço em assegurar o conjunto de tarefas que respondesse às necessidades de intervenção mais geral do Partido – atendendo em particular à intensidade do ciclo eleitoral que se estendeu ao longo dos últimos anos –, sem prejuízo do tratamento e resposta às questões concretas e específicas de cada sector e à dinamização da luta dos trabalhadores.
O contexto, explica, é de «estabilização do número de militantes, com o fundamental da intervenção assente num núcleo activo que, apesar de responder positivamente à actividade diária e às campanhas nacionais, urge alargar». Sobretudo, para «compensar o envelhecimento, superar traços de cansaço, desmotivação ou falta de perspectiva». São aqui pertinentes, salienta, a «formação e responsabilização de novos quadros».
Objectivos
Questionado sobre metas e objectivos, o dirigente recordou, em primeiro lugar, os objectivos quantitativos de reforço anteriormente definidos no Balanço de Organização de 2025. Estes vieram a ser actualizados e reajustados a partir da resolução Um PCP mais forte. É preciso! É possível!. Mas, ressalva, «mais do que definir metas ou objectivos, no fundamental assumidos a partir das conclusões do XXII Congresso e da XIV Assembleia da ORP, trata-se de estruturar e organizar melhor a organização que temos e perspectivar o seu reforço», actualizando os «locais de trabalho prioritários, definindo o responsável do Partido e um plano de intervenção específico para cada um desses locais de trabalho».
Assim, e nesse sentido, revela Rui Lopes, esta campanha coloca à organização a necessidade de discutir a responsabilização de quadros; o recrutamento e a integração de novos militantes (articulada com a formação ideológica e «recuperando práticas de levantamento e sistematização de nomes em cada reunião»); e de quotização.
Potencial da imprensa partidária
«Estamos a prestar uma atenção particular também à imprensa do Partido porque enquanto não a valorizarmos devidamente, ou nos cingirmos à venda orgânica interna, não contribuiremos para que cumpra o seu papel de propagandista, agitador e organizador colectivo», salientou ainda Rui Lopes. A experiência no sector sobre esta matéria, relata, tem sido rica e atesta o seu potencial: «tomámos a iniciativa de responsabilizar células de empresa pela venda periódica do Avante! no respectivo local de trabalho e de, quinzenalmente, garantir uma banca de venda pública na estação de Campanhã, junto ao call center da NOS».
De lá para cá, conta, foi possível garantir a venda de todos os exemplares da ADE, recolher sempre novos contactos de jovens trabalhadores que querem conhecer a actividade do Partido, mas cuja aproximação só é possível porque se decidiu ocupar o espaço público. «Assumimos que não podíamos ficar à espera que nos batessem à porta do Centro de Trabalho ou que a malha do algoritmo alargasse e passasse a servir os objectivos a que nos propomos», observou.<
Novo cartão
De todo as medidas de trabalho que estão a ser implementadas, destaca-se, para já, a entrega do novo cartão de membro do Partido, que «funciona como alavanca ao conjunto das tarefas de reforço». A linha de trabalho que está colocada, afirma, implica um amplo esforço de contacto e conversas individuais que permitem aferir disponibilidades, forças, estimulando a militância de cada um e o seu enquadramento.
Conhecer melhor a organização que temos é, para Rui Lopes, condição essencial para «projectar a organização de que precisamos e, assim, avançar na concretização do movimento geral de reforço do trabalho de direcção e estruturação».
Assembleia de organização
A par de todo o trabalho que começa a ser desenvolvido, o Sector de Empresas e Sectores Estratégicos está também a preparar a sua assembleia de organização, agendada para o dia 21 de Novembro. «Ainda com objectivos em discussão, creio que o processo está já a beneficiar largamente com o facto de coincidir no tempo com o período de concretização da resolução sobre o reforço do Partido», salientou Rui Lopes.
Em termos concretos, em alguns dos sectores (como no das telecomunicações), estão a ser tomadas medidas no sentido de proceder à criação de organismos de direcção sectorial intermédios, entre as células e a direcção do Sector de Empresas da ORP. No caso das células que não funcionam, estão a ser reagrupadas no funcionamento por sector, com a concretização de linhas de trabalho para a sua reactivação ou criação de novas células.




