União Nacional de Mulheres Sarauís em Congresso
“Mulheres sarauís: firmeza e sacrifício pela conquista da independência e da liberdade” foi o lema do 10.º Congresso da União Nacional de Mulheres Sarauís (UNMS), que se realizou nos dias 20 e 21 no acampamento de Smara, no deserto argelino onde se encontram os campos de refugiados sarauís. A realização do Congresso coincide com o 50.º aniversário da proclamação da República Árabe Sarauí Democrática (RASD), já reconhecida por mais de 80 Estados.
Intervindo na abertura do Congresso, a Secretária-Geral na UNMS, Chàba Seini Brahim, destacou a importância do evento, considerando-o um momento chave para fazer um balanço dos avanços alcançados nos âmbitos político, social e económico, assim como para traçar novas estratégicas que fortaleçam o papel da mulher sarauí na luta de libertação nacional. As mulheres sarauís, sublinhou, são um pilar fundamental na construção da sociedade e na resistência à ocupação, apesar do contexto adverso, marcado pelo exílio, a guerra e todo o tipo de dificuldades estruturais que a RASD enfrenta.
Na cerimónia de abertura intervieram ainda a Governadora da Província de Smara, Al-Izza Babeh, e o Presidente da RASD e Secretário-Geral da Frente Polisário, Brahim Ghali. Na sua intervenção, este elogiou a firmeza da mulher sarauí na luta e destacou o seu papel na educação das várias gerações, na preservação da identidade nacional e na gestão das instituições. O percurso da mulher sarauí «está repleto de dignidade, sacrifício e orgulho», afirmou o dirigente sarauí, que realçou ainda a presença activa das mulheres em todos os âmbitos da sociedade.
O Congresso prestou homenagem a Khadija Hamdi Abdellah, activista e dirigente sarauí, em reconhecimento pela sua contribuição e legado para a luta de libertação nacional do povo sarauí contra a ilegal ocupação de territórios do Sara Ocidental pelo Reino de Marrocos.
O Movimento Democrático de Mulheres fez-se representar no Congresso por Helena Azinheira. O MDM afirma que continuará solidário com «a luta do povo sarauí contra a ocupação e violência marroquinas, que agride e espolia os recursos marítimos e minerais, gerando pobreza e humilhação a um povo que pretende ter a liberdade de viver e trabalhar na sua terra mãe».




