EUA e aliados insistem na confrontação e na guerra

Militarismo, aumento das despesas militares, escalada armamentista, guerra: é este o caminho que o imperialismo norte-americano, com os seus aliados, particularmente da NATO e da UE, mas também o Japão ou Israel, querem impor aos povos do mundo. Um rumo que é, na Europa, particularmente evidente.

UE, Japão e Israel cumprem, em cada uma das suas regiões, o papel que lhes é destinado pelos EUA

Lusa

A NATO está a realizar exercícios militares de grande envergadura no Norte da Europa e na região do Báltico: nos exercícios Sword 26 participam cerca de 6000 militares dos EUA e 9500 de outros países que integram a NATO, nomeadamente Alemanha, Estónia, Finlândia, Itália, Lituânia, Noruega, Polónia e Suécia; entre o equipamento militar envolvido, destaque para os drones e os sistemas de mísseis Patriot.

O Sword 26 tem lugar no momento em que os EUA continuam a pressionar outros países que integram a NATO para que se alinhem com a política belicista dos EUA, nomeadamente no Médio Oriente, e assumam um maior papel na confrontação no Leste da Europa. A atribuição de objectivos e de tarefas aos seus aliados surge de forma explícita na Estratégia de Defesa Nacional dos EUA. Recorde-se o debate sobre o aumento das despesas militares até ao patamar de cinco por cento do PIB – exigência dos EUA acompanhada de chantagens protagonizadas pelo próprio Donald Trump e admitidas pelo Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte.

Os EUA continuam a colocar a eventual redução do número de militares norte-americanos na Europa e a sua substituição por tropas dos Estados-Membros europeus da NATO, possibilitando que os EUA redistribuam as suas forças por outras regiões do mundo, como se encontra, aliás, previsto na referida Estratégia. Há actualmente, nas dezenas de bases militares instaladas em diversos países europeus, entre 80 e 100 mil militares norte-americanos.

Mais verbas para armamento

Apesar de contradições, a aceleração da componente militarista da União Europeia, que se constitui como pilar europeu da NATO – como consagrado, aliás, nos próprios tratados – integra-se na crescente política belicista do imperialismo, dirigida pelos EUA. Como foi anunciado há dias, a Comissão Europeia pretende aumentar as despesas militares no novo orçamento plurianual da UE (2028-2034) para 131 mil milhões de euros, 10 vezes mais do que no período anterior. Em Março, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tinha já defendido a criação de um «genuíno» mercado único de “produtos” e “serviços” ditos de “defesa”.

Noutra parte do mundo, mas segundo a mesma lógica, o Japão acabou recentemente com algumas restrições à exportação de armas, preparando-se para expandir a sua indústria militar, o que deverá beneficiar empresas como a Mitsubishi Electric e a Toshiba. Na região da Ásia-Pacífico, caberá ao Japão – segundo a já referida Estratégia de Defesa dos EUA – um papel semelhante ao da UE na Europa. No Médio Oriente, a tarefa de promoção da desestabilização, da agressão e da guerra cabe, em primeiro lugar, ao regime sionista de Israel.

 



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