EUA e China têm «muito a ganhar com a cooperação»
Após nove anos da sua anterior deslocação, o presidente dos EUA, Donald Trump, efectuou uma visita de Estado à República Popular da China, de 13 a 15 deste mês, onde se encontrou com o presidente Xi Jinping.
China defende relação construtiva e de estabilidade estratégica com os EUA
Segundo a agência noticiosa chinesa Xinhua, Xi Jinping referiu-se às relações entre os dois países sublinhando que a chave para possam «avançar de maneira firme radica em se somos capazes ou não de manter o respeito mútuo, a coexistência pacífica e a cooperação vantajosa para ambas as partes», sublinhando que ambos «têm muito a ganhar com a cooperação e muito a perder com a confrontação». Nas conversações mantidas em Pequim, Xi Jinping e Donald Trump trocaram ainda pontos de vista sobre importantes questões internacionais, nomeadamente o Médio Oriente, a Ucrânia ou a Península da Coreia. Foi anunciado que o presidente chinês realizará uma visita aos EUA no próximo Outono.
Durante a visita, a parte chinesa centrou sobretudo a sua atenção nos princípios que devem reger as relações entre os dois países. O ministro dos Negócios Estrangeiros Wang Yi sublinhou, entre outros aspectos, que o «entendimento político mais importante que alcançaram foi o acordo para construir “uma relação construtiva China-EUA de estabilidade estratégica”», concordando também «que ambos os lados intensificariam os intercâmbios em política externa, relações militares, economia e comércio, saúde pública, agricultura, turismo, laços interpessoais e segurança pública», dando assim «um grande impulso às interacções China-EUA a todos os níveis e em todas as áreas».
O ministro chinês acrescentou ainda que a «a coexistência pacífica é o maior denominador comum entre a China e os EUA. Conflitos e confrontos entre nós produzirão consequências insuportáveis para ambos os lados. Para evitar que isto aconteça, o ponto fundamental é que ambos os lados devem respeitar os três comunicados conjuntos China-EUA, respeitar os sistemas sociais e os percursos de desenvolvimento de cada um, respeitar os interesses essenciais e as principais preocupações de cada um e respeitar o direito ao desenvolvimento de cada um».
Relativamente a Taiwan, Wang Yi considera que «é a questão mais importante entre a China e os EUA, afectando toda a relação. Se for tratada adequadamente, a relação geral será estável e os dois lados poderão dedicar mais energia ao avanço da cooperação mutuamente benéfica. Caso contrário, os dois países terão confrontos e até conflitos, e toda a relação ficará seriamente comprometida». A impressão da China após a cimeira, acrescentou, «é que os EUA compreendem a posição da China, levam as suas preocupações a sério e, tal como a restante comunidade internacional, não concordam nem aceitam a procura de independência de Taiwan».
Vladimir Putin visitou China
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, tinha agendada uma visita oficial à República Popular da China nos dias 19 e 20 deste mês (já depois do fecho desta edição), a convite do seu homólogo chinês. Um comunicado divulgado pelo Kremlin no final da semana passada indicava que os dois presidentes discutiriam «temas actuais das relações bilaterais, as formas de aprofundar ainda mais a associação integral e a interacção estratégica entre Moscovo e Pequim» e trocariam «opiniões sobre os principais problemas internacionais e regionais».
Antecipando a visita, Vladimir Putin enviou uma mensagem ao povo chinês onde valoriza o desenvolvimento das relações bilaterais e sublinha que «a estreita relação estratégica entre a Rússia e a China desempenha um papel fundamental na estabilização global. Sem nos aliarmos contra ninguém, procuramos a paz e a prosperidade universal». É neste espírito, acrescentou, que «Moscovo e Pequim actuam de forma coordenada para defender o direito internacional e as disposições da Carta da ONU» e que apoiam a cooperação activa através da ONU, da Organização de Cooperação de Xangai, do BRICS e de outras entidades multilaterais, contribuindo substancialmente para a resolução de desafios globais e regionais urgentes.
Foi anunciado que a Rússia e a China assinarão cerca de 40 documentos durante a visita e que ambos os países adoptarão uma declaração sobre a situação no mundo.




