Mulheres ganham menos 20 por cento por mês
Desigualdades na Madeira
A organização partidária na Região Autónoma da Madeira denunciou, em conferência de imprensa realizada no dia 11, as desigualdades salariais entre homens e mulheres que persistem no arquipélago. Esta constatação surge na sequência na análise dos dados mais recentes fornecidos pelo Anuário Estatístico da Região Autónoma da Madeira. Verifica-se mesmo que quanto maior é o nível de qualificação exigido para o desempenho profissional, maior é a diferença entre as remunerações auferidas entre homens e mulheres – esta diferença representa, em média, menos 20 por cento de ganho médio mensal para as mulheres.
Reconhecendo que não se trata de uma realidade «exclusivamente regional», os comunistas da Madeira manifestaram o seu particular interesse em analisar e reflectir sobre os dados que dizem respeito à região – sobretudo, quando o desemprego oficial, os inactivos disponíveis e o subemprego visível não param de aumentar, fruto dos encerramentos e despedimentos.
Aos que consideram desnecessário assinalar o Dia Internacional da Mulher «porque entendem que tudo está conquistado», os comunistas recordam que «continuam a sobreviver injustiças graves que afectam sobretudo as mulheres, apesar da aparente normalidade». Os salários mais baixos, concluem, «significam uma forma grave de discriminação com consequências presentes e futuras negativas».


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